Mundo Lusíada
Rodrigo Nagi

Após servida a bacalhoada portuguesa, os presentes assistiram a apresentação do grupo convidado, vindo da Baixada Santista para o evento. O Grupo Folclórico Verde Gaio, do Centro Português de Santos, apresentou suas modas de norte a sul de Portugal, com a presença de cerca de 40 componentes. Atuantes desde 1961, o Verde Gaio é composto por cerca de 50 pessoas atualmente.
O aniversariante também fez uma bela apresentação, e anunciou a sua quinta ida à Portugal para o próximo ano. Segundo o diretor do grupo, Justiniano Macedo, o grupo ficará 30 dias em território português, entre julho e agosto de 2008. Uma experiência para aprender e ensinar, já que o “Pedrão” é muito bem visto por lá, garante Justiniano.
Fundado em 1988, o Rancho Pedro Homem de Mello “tem sido sucesso direto” garante um dos fundadores Nelson Claro. “Com altos e baixos como todos têm, mas continua realmente um rancho de sucesso, tendo apoio da comunidade e de todo pessoal da Igreja Nossa Senhora de Fátima” diz ele.
O grupo, que na fundação tinha o Clube Português como sua casa, hoje ensaia e se apresenta no salão de festas do Santuário N. Senhora de Fátima, localizado no Sumaré, São Paulo. Entre os fundadores, Nelson Claro, Antonio Padeiro (falecido), Justiniano e Fátima Macedo, foi decidido lançar um rancho. “Naquela altura, no Clube Português, depois culminou no Pedro Homem de Mello, que era o grande historiador do folclore português. Até por isso, uma homenagem ao grande poeta, nós lançamos esse rancho” diz Nelson Claro sobre o poeta, professor e folclorista Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nascido no Porto mas tendo como sua terra Afife, uma freguesia de Viana do Castelo.
Aos 71 anos, Nelson Claro vê o rancho e a participação de tantos jovens folcloristas com “uma emoção muito grande”. Muitas histórias para contar destes 19 anos de rancho, já com quatro idas à Portugal, entre aventuras e “loucuras” das excursões entre as aldeias portuguesas, diz Sr. Claro. “Eu realmente adorei e faria tudo de novo, foi maravilhoso. Tenho muitas lembranças boas das aldeias, das festas” comenta. E garante para 2008, “ano que vem tem mais”.



