Sustentabilidade tem de ser o pilar de destinos turísticos alternativos

Da Redação
Com Lusa

A “Declaração sobre Destinos Culturais Sustentáveis Sem Fronteiras”, produzida pela rede Aldeias Históricas de Portugal e pelo Instituto de Turismo Responsável, defende que a sustentabilidade tem de ser o pilar de destinos turísticos alternativos.

O documento reúne as conclusões da cimeira internacional “Destinos Culturais Sustentáveis Sem Fronteiras”, que decorreu em novembro, em Idanha-a-Nova, e defende a sustentabilidade em destinos turísticos não massificados, como é o caso da rede das Aldeias Históricas de Portugal.

A declaração defende que a atividade turística nestes territórios tem de funcionar como “um aliado na conservação das suas paisagens culturais e como garante da preservação do patrimônio cultural e da sua autenticidade”.

“O turismo tem que se tornar num vetor para fortalecer as comunidades locais, ao aumentar o orgulho de pertença ao território e aos seus valores, e não uma indústria estandardizada, exógena em relação ao destino”, defendem as entidades.

O turismo nesses destinos deve também recorrer aos bens e serviços locais, por forma a aumentar os seus laços à comunidade, sendo necessário criar soluções inovadoras para melhorar a eficiência de recursos, num contexto de economia circular.

Nas recomendações finais da declaração, é proposta a criação de uma rede internacional de destinos alternativos, assim como a implementação de um sistema de partilha das boas práticas entre estes territórios, permitindo replicar soluções “viáveis e criativas”.

No documento, é ainda recomendada a promoção de rotas interpretativas nacionais e transfronteiriças, o envolvimento sustentável das comunidades locais no turismo e a consciencialização para medidas de gestão que garantam que estes destinos não se tornem alvo de processos de gentrificação.

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