Incêndios: Praias do Algarve cobertas por nuvem de fumaça

Praia de Faro. Foto Vasco Correia

Mundo Lusíada
Com agencias

A imprensa portuguesa destaca nesta quarta-feira a paisagem de manto negro que mancha o céu do Algarve, na sequencia dos dias de incêndios.

O verão quente está a ser acompanhado em várias praias da região de um céu tomado pela fumaça, e sendo partilhado nas redes sociais. O governo vem alertando os turistas para riscos na região.

O incêndio que há seis dias lavra na serra de Monchique, com focos também em Silves e Portimão, deve permanecer nos próximos dias, devido as condições meteorológicas, com vento forte.

Segundo a Proteção Civil, mais de 1450 operacionais participam das operações, apoiados por 454 veículos e 15 meios aéreos.

O Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais divulgou que o fogo já consumiram mais de 21.300 hectares.

A Proteção Civil ainda apelou às pessoas que se encontram entre Silves e São Bartolomeu de Messines e a sul de São Marcos da Serra para se manterem em zonas seguras, devido à complexidade do incêndio na zona.

Até agora, há 32 feridos, um dos quais em estado grave (uma idosa internada em Lisboa), e 181 pessoas mantêm-se deslocadas, depois da evacuação de várias localidades.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou também sobre a inalação de fumos ou de substâncias químicas e o calor podem provocar danos nas vias respiratórias.

“Existem lesões de inalação devidas ao calor que provocam obstrução e risco de infecção. Além da lesão pelo calor, há possibilidade de lesão pelas substâncias químicas do fumo que provocam inflamação e edema com tosse, broncoconstrição e aumento das secreções”, alerta a DGS num comunicado.

As crianças, os doentes respiratórios crônicos e os idosos são os mais vulneráveis.

Segundo a organização de saúde, existe ainda a possibilidade de surgirem lesões mais tardias e mais graves, com destruição celular, que em casos extremos causam falência respiratória.

Para evitar os efeitos nefastos da exposição ao fumo, a DGS aconselha a população a permanecer no interior de edifícios, afirmando que “é a forma mais efetiva de prevenir danos”.

Nas situações em que já houve inalação de fumo, a pessoa deve ser retirada do local e evitar que respire o fumo ou esteja exposta ao calor. E alerta ainda para o “mito do leite”, esclarecendo que este “não é um antídoto para o monóxido de carbono”.

Animais

Também a Ordem dos Médicos Veterinários divulgou pontos de apoio aos animais vítimas do incêndio que lavra na região.

Os serviços regionais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, no edifício DRAPAL, no Patacão, em Faro, e os serviços médico-veterinários de Portimão, na Estrada do Poço Seco, estão disponíveis para entrega de material, indicando que podem ser entregues analgésicos e anestésicos, agulhas e seringas, compressas, alimentos, baldes e alguidares, entre outros.

Ainda, os 29 linces que se encontravam no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI) em Silves, Faro, foram retirados por prevenção, e deslocados para instalações na Espanha.

Além dos profissionais que estão a cuidar dos animais, encontram-se no terreno “equipes de vigilantes da natureza e uma equipa do corpo de fuzileiros da Marinha, entre outros operacionais”.

Construído de acordo com as recomendações do Comitê de Cria em Cativeiro do Lince Ibérico e inaugurado em 2009, o CNRLI integra a Rede Ibérica de Centros de Reprodução do Lince-ibérico, que é responsável pelo programa de reprodução e troca de animais, orientadas pelas necessidades demográficas e genéticas do Programa de Conservação ‘Ex Situ’.

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