Venezuela: Juan Guaidó pede ajuda ao Brasil, diz Mourão

Da Redação
Com EBC

O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, disse neste dia 30 que o Brasil estuda formas de atender ao pedido de ajuda humanitária do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país no último dia 23. Segundo Mourão, o governo federal reúne as demandas, encaminhadas pelo venezuelano, para que o presidente Jair Bolsonaro defina as ações.

“A gente pode fornecer médicos, medicamentos e alimentos, até por meio de doações. Em Brumadinho pediram para suspender a quantidade de donativos que estão chegando por causa da generosidade de nosso povo”, disse o vice-presidente após o encontro com o embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt, e o ministro-conselheiro chileno Rafael Puelma.

Mourão organiza os pedidos até que Bolsonaro se recupere da cirurgia para a reconstrução do trânsito intestinal, feita há dois dias, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “O presidente que vai decidir depois”, ressaltou.

No encontro com os diplomatas chilenos, Mourão lamentou a prisão de jornalistas do Chile da rede de televisão TVN durante cobertura nos arredores do Palácio Miraflores, em Caracas. Segundo a emissora, foram detidos um repórter e o cinegrafista junto com outros dois profissionais da imprensa venezuelana.

De acordo do vice-presidente, não há definição sobre uma nota de repúdio em relação à situação. O vice-presidente admitiu, entretanto, que o cenário preocupa o Brasil. “Está difícil obter informações de lá”, afirmou.

Grupo de Lima

No dia 24, o Ministério das Relações Exteriores do Peru divulgou uma declaração conjunta na qual 11 dos 14 países que compõem o Grupo de Lima reiteram apoio ao presidente interino Juan Guaidó. No texto, destacam o esforço conjunto para restaurar a democracia e realizar novas eleições gerais.

O comunicado tem apoio dos governos da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru. Não subscrevem o documento Guiana, Santa Lúcia e México.

“[O Grupo de Lima apoia] o início do processo de transição democrática na Venezuela, no âmbito da sua Constituição, para realizar novas eleições no menor tempo possível, com a participação de todos os atores políticos e com garantias internacionais e normas necessárias para processo democrático”, diz a declaração.

O texto ressalta a confiança em Guaidó e reitera que considera ilegítimo o regime de Nicolás Maduro. “[O Grupo de Lima ] reconhece e expressa seu pleno apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que assumiu como presidente da República Bolivariana da Venezuela, considerando as normas constitucionais e com a ilegitimidade do regime Nicolás Maduro.”

No comunicado, os 11 países condenam a violência registrada nos protestos de rua em várias cidades venezuelanas. “[Os países que integram o grupo] condenam os atos de violência ocorridos na Venezuela e insistem que o Estado de Direito, os direitos fundamentais do povo e a paz social sejam garantidos, enquanto ocorre a transição do governo.”

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