Responsáveis por políticas de ciência, incluindo Brasil e Portugal, solicitam dados sobre coronavírus

Da Redação
Com Lusa

Um grupo alargado de responsáveis pelas políticas de ciência e tecnologia a nível global solicitaram às principais sociedades científicas para disponibilizarem, de forma voluntária e imediata, todas as publicações e dados relativos ao novo coronavírus.

Este grupo, que inclui o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e a comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Marya Gabriel, solicita os documentos em repositórios públicos e/ou em formato digital, revelou o Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, em comunicado enviado à agência Lusa.

“A missiva relembra que, perante a atual crise sanitária mundial, é essencial que toda a informação recolhida e conhecimento relevante acerca da pandemia esteja em acesso aberto permitindo o seu tratamento e reutilização, visando a caracterização rápida e completa do vírus e o seu combate”, refere o comunicado.

Este movimento, de acordo com o Ministério, surgiu no seguimento de um conjunto de contatos e reuniões por via digital nos últimos dias, que contaram com a participação da comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, do diretor do Escritório para a ciência e tecnologia dos Estados Unidos da América, do ministro da Ciência e da Tecnologia do Brasil, Marcos Pontes, do ministro da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia do Japão, Hagiuda Koichi, e do ministro da Educação australiano, Dan Tehan.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Manuel Heitor, e o ministro da Ciência, Inovação e Universidades de Espanha, Pedro Duque, “participaram ativamente neste processo”, em estreita colaboração com vários outros ministros europeus.

Segundo o comunicado do MCTES, em paralelo, foi organizada na segunda-feira uma reunião entre todos os diretores gerais de ciência e tecnologia a nível europeu, na qual Portugal participou através da direção da FCT e da AICIB -Agência de Investigação Clínica e de Inovação Biomédica, e durante a qual Portugal expôs a situação.

Investigadores e docentes da Universidade do Porto e da Universidade do Minho apelaram recentemente ao Governo para disponibilizar “com urgência” à comunidade científica portuguesa dados mais detalhados sobre os doentes suspeitos, confirmados ou não, de covid-19 em Portugal.

“Aqui o que queremos é pôr as ferramentas para ajudar o país. Acho que estamos todos na mesma batalha e o que pedimos é só urgência nesta disponibilização”, afirmou Carlos Oliveira, conselheiro do Conselho Europeu da Inovação.

Em declarações à Lusa, Carlos Oliveira, também antigo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, afirmou que existem “milhares de investigadores” no país disponíveis para ajudar no “combate” à covid-19, mas que tal só será possível se tiverem “acesso à matéria prima”: microdados pseudo-anonimizados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000

Desde que surgiu na China, em dezembro de 2019, o surto já se espalhou por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, são 60 mortes associadas à covid-19, mais 17 do que na quarta-feira, e 3.544 casos de infecção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, tendo os primeiros casos confirmados no dia 02 de março, e encontra-se em estado de emergência até 02 de abril.

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