Próximas semanas serão decisivas no processo de desconfinamento em Portugal

Da Redação Com Lusa

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS advertiu neste sábado que o futuro em termos de desconfinamento em Portugal depende da forma como os cidadãos gerirem as próximas semanas e que esta não á altura para “facilitismos” em relação à covid-19.

Este aviso foi transmitido por António Costa logo na abertura do seu discurso de cerca de 20 minutos proferido no início da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa.

Costa começou por sustentar que, “felizmente, o país vive um momento de maior tranquilidade” em matéria de incidência da covid-19, “depois de um período difícil e dramático com a terceira onda da pandemia”.

“Mas é fundamental termos todos a consciência que esta pandemia não acabou e não acabará enquanto não houver uma vacinação total, ou a descoberta de um medicamento eficaz para a eliminação da covid-19. Embora hoje se possa encarar com confiança o futuro, temos de perceber que esse futuro depende muito da forma como gerirmos nas próximas semanas todo este processo de desconfinamento”, declarou.

Neste ponto da sua intervenção, António Costa reforçou a sua mensagem de alerta, dizendo que esta “não é altura de baixar a guarda”.

“Não é altura de facilitismos ou de andar a dizer que o sol está maravilhoso e vamos todos aproveitá-lo, porque o vírus continua a andar por aí”, avisou, antes de fazer uma alusão à situação epidemiológica de vários países europeus.

“Basta ver o que infelizmente está a acontecer em muitos dos outros países nossos parceiros da União Europeia. Julgavam já ter ultrapassado a fase mais difícil, mas estão agora numa situação de regressão”, acrescentou.

Em Portugal, morreram 16.762 pessoas dos 817.080 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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