Primeiro-Ministro afasta demissão e afirma que Governo enfrentará “tormenta” da crise

Da Redação
Com Lusa

Nesta terça, o primeiro-ministro citou parte do discurso que proferiu na cerimônia de posse do seu segundo Governo, em outubro de 2019, para frisar que o seu executivo enfrentará as dificuldades da “tormenta” da crise.

“Vivemos desafios únicos que estou certo nunca nenhum de nós imaginou ter de enfrentar”, declarou António Costa no final da sua intervenção na abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021.

Neste contexto, António Costa decidiu reafirmar o que disse há um ano quando tomou posse do XXII Governo Constitucional.

“O compromisso que selamos com os portugueses não está dependente de ciclos econômicos. Este é um Governo para os bons e para os maus momentos. Não viraremos as costas às dificuldades. E quanto maior for a tormenta, maior será a nossa determinação em ultrapassá-la”, declarou o líder do executivo

Antes, o primeiro-ministro tinha defendido que a proposta de Orçamento “não corta rendimentos, protege os rendimentos das famílias e protege mais as famílias de menores rendimentos”.

“Não reduz o investimento público, aumenta-o para responder em contraciclo à contração da economia. Não se conforma com a quebra da procura e apoia as empresas para vencerem a crise. Não se rende à fatalidade da destruição de postos de trabalho e protege o emprego”, acrescentou.

Saúde

O Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a proposta de Orçamento para 2021, vai dispor de um total de 12,1 mil milhões de euros, defendendo ainda que serão reforçados os apoios sociais.

A saúde foi o primeiro tema do discurso proferido por António Costa na abertura do debate, área que, no plano político, constituiu um dos principais focos de divergência entre o Governo e o Bloco de Esquerda nas negociações para a viabilização da proposta orçamental do executivo.

Apesar de os bloquistas já terem anunciado o voto contra na generalidade, o líder do executivo falou de avanços alcançados nestas negociações com o PCP, PAN, PEV e também com o Bloco de Esquerda.

“Após um crescimento faseado de 1,4 mil milhões de euros do Orçamento do SNS entre 2015 e 2019, depois de um aumento histórico de 850 milhões de euros da dotação inicial de 2020, logo seguido de um reforço extraordinário de mais 400 milhões no Orçamento Suplementar aprovado em julho, propomos agora um novo aumento de mais de 805 milhões de euros do orçamento do SNS para 2021, que assim disporá de um total de 12,1 mil milhões de euros”, referiu.

António Costa disse que haverá “um reforço, em termos líquidos, de mais 4.200 profissionais para o SNS e a contratação de 260 para o INEM, mas também a possibilidade de se dispor dos recursos necessários para continuar a aumentar a capacidade de testagem e adquirir as ansiadas doses de vacina, que se espera poderem estar disponíveis no próximo ano”.

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