Presidente: Limpar florestas para evitar incêndios é “causa nacional”

Da Redação
Com Lusa

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, no Parque Nacional Peneda-Gerês, em Terras de Bouro, distrito de Braga, que a limpeza da floresta para prevenir incêndios é uma “causa nacional”.

“É uma causa nacional e esta proximidade da floresta e da importância da floresta é um salto qualitativo importante na nossa sociedade”, disse.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “há hoje uma atenção e uma proximidade [à floresta] da parte dos portugueses, todos eles, que não houve no passado”.

“Isso é muito bom”, sublinhou.

Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como o primeiro-ministro António Costa participam hoje, em diferentes zonas do país, em várias iniciativas de limpeza de mato e defesa da floresta organizadas em parceria com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

O chefe de Estado estará à tarde em Viseu, no Regimento de Infantaria N.º 14, participando em “trabalhos de gestão de combustível e conservação de habitats naturais”.

Prevenir

Diante das notícias deste sábado que davam como atrasadas as medidas de combate aos fogos, o primeiro-ministro preferiu dar enfoque à prevenção nas declarações que fez aos jornalistas em Torres Vedras, depois de ter participado numa iniciativa de limpeza de matas.

“É necessário preparar os meios de combate”, admitiu, adiantando que essa preparação “está a desenrolar-se de acordo com o planeado”. Segundo o Expresso está atrasada a preparação da época de fogos — como a reforma da Proteção Civil ou a contratação dos meios aéreos –, embora António Costa tivesse dito ao jornal que “três quartos das medidas” estão em curso.

Para o primeiro-ministro, “a prioridade é fazer o esforço de prevenção“. É por isso que Costa se encontra este sábado, com todo o Governo mobilizado, em iniciativas de limpeza de floresta.

Prevenir é melhor do que remediar. Neste momento é prioritário que cada um faça no momento certo aquilo que deve ser feito. Até dia 31 maio devemos fazer o esforço para eliminação das condições de risco porque quanto menor for o risco menor é a probabilidade de virmos a ter uma tragédia”, disse António Costa.

O primeiro-ministro disse que a participação de membros do Governo em ações de limpeza da floresta é “uma campanha de comunicação” para alertar o país para essa prioridade nacional. “É uma ação de comunicação de alertar o país e incentivar o país a prosseguir esta ação [afirmando]que é absolutamente fundamental cumprir a lei em redor das casas e das comunicações, das vias de comunicação ou de eletricidade, e ter matas limpas sem material combustível acumulado, porque quando mais limparmos agora mais eliminamos o risco”.

O primeiro-ministro respondeu assim às questões dos jornalistas sobre as declarações do presidente do PSD, Rui Rio, na sexta-feira. Apesar de admitir que a presença de membros do Governo “na limpeza tem algum mérito, na sensibilização das pessoas”, o social-democrata classificou-a também como “uma fuga para a frente”, explicando que “perante um relatório que o responsabiliza e muito, [o Governo] faz uma ação de marketing para desviar as atenções”.

Coletivo

Também o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, destacou em Constância, a “tomada de consciência coletiva da sociedade portuguesa” na limpeza das florestas, falando num “reerguer da esperança” para este desígnio nacional.”Este é um dos grandes exercícios de cidadania em quatro décadas de democracia e, num balanço, esta é já uma grande vitória do povo, esta consciência coletiva de prevenção na sociedade portuguesa”, disse o governante, no distrito de Santarém, considerando fundamental a cooperação no terreno entre todos os setores da função pública.

Eduardo Cabrita – que esteve de manhã em Penela, no distrito de Coimbra, no âmbito das ações de prevenção contra incêndios hoje desenvolvidas por Governo e municípios – falava no refeitório do centro escolar da aldeia de Santa Margarida da Coutada, onde almoçou.

O governante deixou palavras de estímulo, para um “esforço que não deve cessar até ao final de maio”, às forças que estavam no terreno em ações de limpeza, desde autarcas, militares paraquedistas, bombeiros, sapadores, GNR e Força Especial de Bombeiros, entre outros.

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