Presidente diz ser necessário “repensar o Natal em família”

Mundo Lusíada
Com Lusa

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu nesta sexta-feira que poderá ser necessário “repensar o Natal em família”, devido ao recrudescimento de casos de infecções por covid-19.

“É preciso repensar o Natal em família, repensa-se o Natal em família. Não pode ser um Natal com 100 pessoas, com 60 pessoas, com 50 pessoas, com 30 pessoas, divide-se o Natal pelas várias componentes na família”, referiu.

Em Braga, à margem de uma visita ao hospital da cidade, Marcelo lembrou que o estado de contingência vigora até 15 de outubro e que o Governo vai reapreciar a situação e definir novas medidas a adotar a partir dessa data.

“É preciso que as pessoas percebam que isto é uma tarefa de todos. Essa tarefa significa cada qual por si fazer um esforço”, apelou.

Outra medida equacionada pelo Presidente foi a obrigatoriedade do uso de máscara também ao ar livre, designadamente em locais de maior ajuntamento de pessoas.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, terá de haver uma “precaução adicional, neste período de pico” da pandemia. “Vamos fazer esse esforço”, apelou.

De acordo com as autoridades de saúde, os convívios familiares deram origem a 67% dos novos casos de covid-19 em Portugal nos últimos dias.

Pressão na Saúde

Segundo a ministra da Saúde os indicadores de covid-19 no país inspiram “naturais preocupações” em relação à pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e destacou o recorde obtido na quarta-feira no número de testes diários realizados.

Na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus, Marta Temido avançou que a taxa de incidência registada, nos últimos sete dias, foi de 64,4 novos casos por 100 mil habitantes e de 115,4, nos últimos 14 dias.

Segundo a ministra, Portugal apresenta um RT (risco de transmissão) superior a 1 há vários dias.

“Estes indicadores inspiram naturais preocupações sob o ponto de vista da pressão no sistema de saúde e no SNS”, admitiu, destacando o “investimento no reforço da reposta do SNS” que tem vindo a ser feito.

Sobre o nível da capacidade laboratorial de testagem, Marta Temido sublinhou que se passou de uma média de 2.500 testes de diagnóstico à covid-19 por dia, em março, para 19.600 testes por dia neste mês de outubro.

“No dia 07 de outubro foi batido um novo recorde no número de testes diários, tendo sido realizados pelos vários laboratórios 28.392. Quase 8% foram positivos, mas este é um sinal de alerta”, frisou.

A ministra deu também conta do investimento que tem sido feito na capacidade da medicina intensiva.

“Passamos de 1.142 ventiladores, no início de março, para mais 713 ventiladores distribuídos pelos hospitais do SNS, dos 966 já entregues no país”, precisou.

Portugal registrou nesta sexta-feira mais 12 mortos relacionados com a covid-19 e 1.394 novos casos de infecção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, em março, este é o segundo maior número de casos de infecção. O maior foi em 10 de abril, com 1.516.

Portugal já registrou 2.062 mortes e 83.928 casos de infecção, estando ativos 29.700 casos, mais 735 do que na quinta-feira.

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