Presidente da Câmara de Castelo Branco diz que coesão do interior passa pela regionalização

Da Redação
Com Lusa

O presidente da Câmara de Castelo Branco afirmou que foi sempre favorável ao processo de regionalização e adiantou que só através deste sistema se pode fortalecer a coesão do interior de Portugal.

“A minha opinião, desde sempre, é que sou favorável à regionalização. Entendo que só através dela podemos fortalecer o caminho da coesão e o reforço do interior”, afirmou à agência Lusa Luís Correia.

O autarca mostrou-se em sintonia com as recentes declarações do presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Manuel Machado defende que é tempo de ultrapassar o tabu da regionalização e garantiu, numa entrevista à Lusa, que a criação das regiões políticas e administrativas é “a oportunidade para a modernização do Estado” português.

O líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) afirmou que a descentralização de competências está a ser um passo importante e um processo que “tem de ser continuado”, mas que não chega e, que, “passados mais de 20 anos do referendo que não validou a regionalização, é tempo de ultrapassar o tabu” e de promover essa reforma no Estado.

A regionalização deve avançar “sem precipitações, com a força tranquila de quem se dedica à causa pública e se interessa por criar respostas, condições de resposta eficaz àquilo que é essencial para as comunidades”.

Luís Correia também disse que o caminho {regionalização] deve ser feito, e, “como disse o presidente da ANMP, de uma forma descomplexada, tranquila e cuidada”.

Luís Correia deixou ainda um alerta para que não haja a tentação de se cair em nenhum pensamento que se desvie dos caminhos e dos objetivos da regionalização, nomeadamente “gestos mais populistas”.

Erro, diz presidente

Já o Presidente português avisou que começar já a pensar na regionalização para avançar em 2022 é “colocar o carro à frente dos bois” e pode ser “um erro irreversível”, até para quem defende o processo.

“Colocar o carro à frente dos bois, ou querer dar o passo mais largo do que a perna, pode ser um erro irreversível. Pode querer dizer chegar ao fim do caminho sem garantia da sua viabilização [da regionalização] pelo incumprimento de fases precedentes”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, na sessão de abertura do XXIV congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que se realiza até sábado em Vila Real.

O chefe de Estado lembrou que, na campanha das legislativas, não surgiram “propostas firmes de revisão da Constituição” que suportem a realização de um referendo, que não foram apresentadas “posições” concretas sobre a regionalização e alertou para a necessidade de aprofundar a descentralização, que “avançou na lei, mas falta chegar às pessoas”.

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