Na festa do Livro, Presidente português lamenta que campanha eleitoral tenha sido tão longa

Da Redação
Com Lusa

O Presidente de Portugal disse que os portugueses tiveram um ano de pré-campanha para as eleições legislativas de outubro, defendendo que deveria ter sido “menos longa”.

“Os portugueses tiveram um ano de pré-campanha”, afirmou aos jornalistas o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações durante a Festa do Livro de Belém, que terminou domingo nos jardins do Palácio de Belém.

“Estamos agora a entrar numa longuíssima campanha eleitoral, que eu teria gostado que fosse menos longa e que não demorasse um ano”, lamentou.

Questionado sobre a estabilidade política pedida pelo PS, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que “os portugueses o que decidirem é bem decidido e é com base nisso que o Presidente da República vai trabalhar” para dar posse ao futuro Governo.

Para o Presidente da República, esta quarta edição da Festa do Livro em Belém “superou as expectativas”, com os números, ainda preliminares, a apontarem para “mais de 22 mil visitantes”, atraindo também emigrantes e estrangeiros.

A pensar já na quinta e última edição, Marcelo Rebelo de Sousa disse que um dos objetivos do evento é promover a leitura e a venda de livros e “os números de [sábado] apontavam para uma subida de venda de livros de 10% a caminho dos 15%”.

Gastos de campanha

Em declarações ao jornal i, Marcelo Rebelo de Sousa alertou para os efeitos negativos de gastos avultados em campanhas eleitoral, afirmando que pode levar a um “legítimo juízo crítico” dos portugueses.

Segundo o Presidente da República, há hoje “um escrutínio muito mais intenso dos cidadãos quanto aos gastos políticos”, a que se soma “um legítimo juízo crítico” dos portugueses quanto “ao que possam considerar um excessivo uso de meios” nas campanhas.

Na semana passada, o chefe de Estado já tinha apelado aos partidos para gastarem “o menos possível nas campanhas eleitorais”.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, respondeu ao alerta do Presidente, afirmando que é, “há muitos anos”, dos partidos que “menos gasta”.

“O CDS há muitos anos que é dos partidos que menos gasta em campanhas eleitorais. E, portanto, temos uma preocupação de ter campanhas poupadas. Não temos muito dinheiro e, portanto, também temos essa preocupação, por opção e por necessidade”, afirmou Assunção Cristas.

Também a coordenadora bloquista, Catarina Martins, considerou que não seria no BE que o Presidente da República estava a pensar quando pediu para se economizar na campanha, uma vez que o partido “tem sempre grande contenção nas suas contas”.

“Eu julgo que não seria no Bloco de Esquerda que o senhor Presidente da República estava a pensar quando fez essa afirmação. Julgo que não teria sentido”, respondeu.

A líder e deputada bloquista destacou que o seu partido “tem sempre grande contenção nas suas contas”, que são públicas, sendo conhecido “o equilíbrio das contas do Bloco de Esquerda”.

Segundo os orçamentos para a campanha das legislativas, publicados no ‘site’ da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos), o Bloco de Esquerda aumenta o seu orçamento de 600 mil euros há quatro anos para mais de 983 mil este ano.

Perante a insistência dos jornalistas, Catarina Martins assegurou que o BE “nunca gastou dinheiro a mais nas campanhas” e “foi sempre bastante contido e bastante moderado”.

Os partidos que concorrem às eleições legislativas de 06 de outubro contam gastar 8,1 milhões de euros na campanha, valor inferior aos 8,8 milhões de euros estimados em 2011, apesar de se apresentarem a sufrágio mais forças políticas.

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