Em Brasília, Presidente de Portugal defende o acordo UE com Mercosul

Mundo Lusíada com EBC

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que um dos temas tratados nesta quarta-feira dia 2, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, foi a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Segundo Rebelo, Portugal tem feito o que pode para facilitar o acordo entre os dois blocos. “Também se falou da relação União Europeia/Mercosul e da importância de fechar esse acordo, que tem sido complexo, mas Portugal está permanentemente fazendo o que pode para fechar esse acordo, é muito importante para as duas partes”, ressaltou aos jornalistas, antes de deixar o Palácio do Planalto.

Questionado sobre o apoio de Bolsonaro ao acordo, já que o presidente brasileiro tem demostrado mais interesse em negociações bilaterais, o presidente português insistiu na importância do acordo.

“O pragmatismo obriga a que se tenha presente o que é útil, a ver além das relações bilaterais também instrumentos de acordo multilaterais que, mesmo sem conteúdo ideológico, sem anteparo doutrinário, possam facilitar as exportações, o comércio, a circulação econômica e financeira”, disse.

Ainda segundo Marcelo Rebelo, que veio ao Brasil para participar da posse de Jair Bolsonaro, outro assunto, como a Comunidade dos Países de Língua Portguesa, também foi tratado.

“Não há CPLP sem o Brasil. O Brasil é uma potência mundial, é um país líder do Mercosul, tem um peso fundamental no universo latino-americano”, disse Rebelo de Sousa em Brasília.

Além de Portugal, Brasil e Cabo Verde, integram a CPLP Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

“O Brasil tem de estar profundamente empenhado na CPLP” para que a comunidade de língua portuguesa tenha “peso no mundo.”

“Quando se fala de comunidade, se fala de questões que decorrem da mobilidade entre os dois países e da equivalência de diplomas e da certificação profissional”, disse.

O presidente de Portugal informou que uma visita de Jair Bolsonaro a seu país deve ser agenda para o final deste ano ou início de 2020. Ele disse ainda à RTP que, oficialmente, a comunidade brasileira em seu país hoje é de 100 mil pessoas, mas que, na prática, são bem mais.

“Como eu disse e como disse o Presidente Bolsonaro, era uma reunião entre irmãos e entre irmãos o que há a dizer se diz rápido, como se diz em família”, referiu o presidente ao Notícias ao Minuto.

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