CDS acusa Governo de “abrir portas à corrupção” na contratação pública

Da Redação
Com Lusa

O presidente do CDS acusou nesta segunda-feira o Governo português de estar a “abrir portas à corrupção” e ao “amiguismo” ao fazer contratação pública “sem controle” e “eliminando regras da “transparência” durante a pandemia da covid-19.

“Parece-nos que está a abrir as portas à corrupção, ao amiguismo, o que é um sinal muito preocupante num país que tem de ser sério, sobretudo nas alturas de crise. Depois haverá dinheiro para os filhos e os enteados parece que ficarão a arder com os calotes do Estado”, declarou o lidero do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, após uma reunião em Viana do Castelo com o presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), onde teve oportunidade para conhecer as dificuldades que o setor atravessa nesta pandemia.

As acusações do presidente do CDS surgem no âmbito da “revisão das regras da contratação pública e dos concursos públicos”, bem como da “faculdade de haver ajustes diretos” que no caso de ficarem vazios têm “regras muito mais facilitadoras de negócio para potenciais interessados” e também por causa da “eliminação dos vistos para o Tribunal de Contas”, explicou.

“O CDS percebe que o Governo não paga aquilo que deve, acumula dívidas avultadas a fornecedores, atrasa-se a pagar o ‘lay-off’ e com a burocracia também vai diferindo os pagamentos das linhas de crédito (…), mas agora parece que quer contratar, ao nível público, sem qualquer controle, eliminando regras essenciais à transparência e à gestão dos dinheiros públicos”, criticou Francisco Rodrigues dos Santos.

Turismo em dificuldade

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) revelou que o setor esteve “totalmente parado” durante abril e “grande parte” de maio, estimando quebras de 100% na ocupação hoteleira em relação a 2019.

“No mês de março tivemos uma quebra de 60% [na taxa de ocupação em relação ao período homólogo de 2019], e no mês de abril, os números estão para sair, julgo que esta semana. Não me admiro que apresentem uma quebra de 100%, porque, na verdade, este setor do turismo ficou totalmente parado durante este mês de abril e também uma grande parte do mês de maio”, disse o presidente da entidade regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, em Viana do Castelo.

O responsável defendeu ser “muito importante para esta região que o aeroporto volte a ter a importância que tinha em 2019 e que trouxe tantos turistas à região, não só ao Norte, mas também à região Centro”.

Ainda sobre a TAP, Luís Pedro Martins adiantou ainda que a região Norte está a “aguardar” qual foi a revisão feita ao plano da transportadora aérea nacional para a região.

A 26 de maio, o presidente da TPNP criticou a TAP por ter anunciado apenas três voos semanais Porto/Lisboa dos 27 anunciados para junho, considerando que se tratava de “uma humilhação para a região Norte” e para Portugal.

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