Países das Américas definem passos para o enfrentamento da obesidade infantil

Da Redação

O número de crianças e adolescentes obesos com entre 5 e 19 anos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Segundo estudo de 2017 liderado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde, OMS, se as tendências atuais continuarem haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.

O tema foi discutido no II Encontro Regional sobre Ações de Prevenção da Obesidade Infantil no âmbito da Década de Ação das Nações Unidas para Nutrição, realizado em Brasília nesta semana. No evento, países da região das Américas definiram os próximos passos a serem dados na região para o enfrentamento da epidemia de sobrepeso e obesidade infantil.

Segundo a Opas, em 1975, as taxas de obesidade em crianças e adolescentes em todo o mundo eram de menos de 1%, equivalente a cinco milhões de meninas e seis milhões de meninos. Em 2016, este índice aumentou para quase 6% em meninas e quase 8% em meninos, com 50 milhões e 74 milhões deles enfrentando problemas de obesidade, respectivamente.

Combinado, o número de obesos com idade entre cinco e 19 anos cresceu mais de dez vezes, de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016.

Plano
O Plano apresenta cinco linhas de ações estratégicas para ajudar os países da região a enfrentar a crescente epidemia de sobrepeso e obesidade na região, entre elas a atenção primária à saúde e a promoção do aleitamento materno e alimentação saudável, a melhoria de ambientes de nutrição e de atividade física escolar, as políticas fiscais e regulamentação do marketing e da rotulagem de alimentos, entre outras ações multissetoriais.

De acordo com o assessor regional de Nutrição e Atividade Física da Opas, Fábio Gomes, vários países da região estão buscando formas de estimar o impacto de medidas regulatórias na redução da incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Ele disse que por isso, estão sendo desenvolvidas “ferramentas de simulação de impostos sobre bebidas açucaradas, que permitirão aos países, por exemplo, trabalhar com distintas estruturas fiscais e valores de impostos, assim como os impactos na redução de vendas, entre outros.”

O intercâmbio de experiências entre países foi um dos pontos abordados e que deve ser priorizado nos próximos anos. Segundo Gomes, “a publicação de experiências exitosas realmente inspira outros países e os auxilia a entender não apenas seu impacto, mas qual o melhor caminho para ter sucesso”.

O evento, realizado em parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e o Ministério da Saúde do Brasil, contou com a participação de representantes da academia, da sociedade civil e dos governos da Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Granada, México, Panamá, Peru e Uruguai.

Os países presentes no encontro reiteraram a importância do Plano de Ação da Opas para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes 2014-2019 no avanço da agenda. Foi indicado também que uma extensão do mesmo favoreceria a implementação de ações que requerem mais tempo para serem concretizadas.

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