A rota do enoturismo no Alentejo

Da Redação

Viajar para o Alentejo é como voltar ao passado e se deparar com uma Europa rural, calma e aconchegante. É nessa região, à margem Sul do rio Tejo – que corre vindo da Espanha até Lisboa, – e se estende até ao extremo sul do país onde faz fronteira com o Algarve – que se esconde um Portugal profundo, onde o tempo segue seu próprio ritmo.

Trata-se de uma zona agrícola portuguesa, que soma a boa comida e os excelentes vinhos a uma atmosfera de paz e tranquilidade, onde se vive a tradição aliada à modernidade.

Apesar de ocupar mais de um terço do território do país, o Alentejo concentra apenas um décimo de sua população. Os cerca de 22 mil hectares de vinhedos e uma média de 300 dias de sol por ano faz desse o destino ideal para quem quer fugir do burburinho durante as férias.

É também no Alentejo que se produz quase metade do vinho certificado de Portugal, o que faz com que muitos classifiquem a região como uma “nova Toscana” – em uma versão bem mais acessível que a original italiana. A classificação se justifica pelo clima marcado por verões quentes com noites frias e o solo, formado por cal, argila, areia e magnésio.

Essas condições proporcionam a produção de uvas especiais, que dão o sabor, a maciez e a cor viva que distinguem os vinhos alentejanos. Entre os destaque estão as castas tradicionais portuguesas Trincadeira e Aragonez.

A região, que desde 2014 já recebeu cerca de sete prêmios avaliando-a como a melhor no mundo para o enoturismo, incluindo de jornais como o New York Times e o USA Today, abre as portas para todos os tipos de turistas. Do simples apreciador ao verdadeiro connoisseur, há opções de passeios completos, que funcionam como visitas guiadas em um museu.

De carro, a pé ou bicicleta, é possível conhecer as vinícolas e o processo de fabricação da bebida desde a origem. Assim como a língua, os sabores também aproximam brasileiros dos ancestrais portugueses. Cheia de personalidade, a comida do Alentejo é substanciosa, casando perfeitamente com os encorpados vinhos da região.

Herdades

Para quem busca viver a experiência na terrinha de forma completa, a melhor opção é se hospedar e provar os sabores das herdades, nome dado às grandes áreas rurais, como quintas e fazendas, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), organismo que controla a qualidade e protege os vinhos da região, apresenta a rota dos Vinhos do Alentejo com algumas opções de enoturismo, gastronomia, lazer e entrenimento.

Cada propriedade pode contar com vinhas, nas quais estão as parreiras e também as oliveiras; vinícolas, onde são produzidos os vinhos; e ainda podem ter hotéis, restaurantes, spas e áreas dedicadas apenas à degustação e visitas guiadas.

No Alentejo são cinco herdades com hospedagem (Casa de Santa Vitória, Malhadinha Nova, Sobroso, Monte do Vau, São Lourenço do Barrocal e Grous) e quatro com restaurante (Servas, Ribafreixo Wines, Quinta do Quetzal e Esporão).

Além dessas, a região possui outras 60 vinícolas abertas à visitação. Confira algumas: Cabeças do Reguengo, Herdade da Rocha, Torre de Palma Wine Hotel, Monte da Comenda Grande, Herdade da Calada, Herdade da Mingorra. Para saber mais, acesse o site das rotas dos vinhos.

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é um organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano.

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