Remessas dos emigrantes subiram 32,3% para 360 milhões em janeiro

Da Redação
Com Lusa

As remessas dos emigrantes portugueses subiram 32,3%, para 360 milhões de euros, ao passo que as verbas enviadas pelos trabalhadores estrangeiros em Portugal desceram 12,7%, para 40 milhões, segundo o Banco de Portugal.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico, as remessas enviadas pelos trabalhadores portugueses no estrangeiro passaram de 271,9 milhões de euros, em janeiro do ano passado, para 359,8 milhões, em janeiro deste ano, o que representa uma subida de 32,3%.

Olhando apenas para os países lusófonos, a subida foi também significativa, de 40%, o que reflete o aumento de 15,74 milhões de euros, enviados em janeiro de 2018, para 21,95 milhões enviados no primeiro mês deste ano.

Como é habitual, Angola ocupa o primeiro lugar em termos das remessas, tendo os emigrantes portugueses nesse país enviado 21,17 milhões do total de 21,95 milhões enviados dos países lusófonos africanos.

Relativamente aos trabalhadores estrangeiros em Portugal, o panorama é inverso, tendo-se registrado uma descida das remessas: em janeiro de 2018, foram enviados 45,76 milhões de euros para fora de Portugal, ao passo que em janeiro deste ano foram enviados 39,94 milhões de euros.

Poupança das famílias

Já a taxa de poupança das famílias portuguesas subiu para 4,6% do rendimento disponível no último trimestre de 2018, acima do registrado no trimestre anterior, mas abaixo do verificado no final de 2017, divulgou o INE.

No ano acabado no quarto trimestre de 2018, “a taxa de poupança das famílias aumentou para 4,6% do rendimento disponível (mais 0,5 p.p. que no trimestre anterior), em resultado de um acréscimo do rendimento disponível superior ao da despesa de consumo final”, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE justifica “o aumento mais acentuado do rendimento disponível das famílias” com o crescimento de 1,9% das remunerações no 4.º trimestre de 2018, acima do aumento de 1,1% no trimestre anterior, e ainda pelo acréscimo de 2,3% das prestações sociais recebidas.

A subida das remunerações e das prestações sociais nos últimos três meses do ano passado reflete o efeito do pagamento do subsídio de Natal por inteiro nas remunerações pagas pelas Administrações Públicas e nas pensões, indica a mesma fonte.

“A capacidade de financiamento do setor institucional das famílias aumentou de 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto] no 3.º trimestre para 0,7% no 4.º trimestre de 2018. O rendimento disponível das Famílias registou um aumento superior ao da despesa de consumo final, o que determinou o aumento da taxa de poupança para 4,6%”, refere ainda o INE.

Apesar da melhoria face ao terceiro trimestre, no conjunto do ano de 2018 a taxa de poupança das famílias ficou abaixo do registrado no final de 2017 (4,7%).

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