Presidente da CGD acredita em “tensão competitiva” na venda da operação do Brasil

Da Redação
Com Lusa

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) disse que o banco está a fazer a análise das ofertas para a operação do Brasil, considerando que poderá haver “tensão competitiva” no processo de venda, beneficiando o preço.

“Chegaram ao final um conjunto de interessados que se se mantiverem e se forem aprovados poderá manter-se uma tensão competitiva que pode ser benéfica”, disse Paulo Macedo, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro semestre.

O gestor disse que a CGD está atualmente na fase de avaliar as propostas não vinculativas e hierarquizá-las para depois as propor ao Ministério das Finanças.

Ainda este mês o Conselho de Ministros poderá tomar uma decisão sobre os investidores que passam à próxima fase e o processo poderá estar finalizado até final do ano, acrescentou.

Já sobre a concretização da venda das operações de Espanha e África do Sul, disse que ainda não aconteceu, estando à espera de autorizações.

No ano passado, foi decidido vender o banco de espanha ao Abanca (que comprou em Portugal a operação do Deutsche Bank) e o Mercantile Bank ao fundo de investimento Capitec Bank Limited.

O banco público disse que as duas vendas iriam gerar mais-valias estimadas de 200 milhões de euros.

A CGD registrou lucros de 282,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, o que compara com os 194 milhões de euros registados no mesmo período de 2019, o que corresponde a um aumento de 46% face ao período homólogo do ano passado.

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