Portugal: Redução do número de estrangeiros se deve a crise, diz ministro

Da Redação
Com Lusa

Segundo o ministro da Administração Interna, a crise que o país atravessa é uma das razões que levou à diminuição do número de cidadãos estrangeiros em Portugal, em 2010.

Miguel Macedo falou aos jornalistas na apresentação do Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA), elaborado pelo Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que mostra que, em dezembro de 2010, existiam em Portugal cerca de 445.262 cidadãos estrangeiros, menos 1,97% do que em 2009.

“Esta diminuição deve-se ao fato do país estar em crise e ser uma menor atração para os fluxos migratórios, entre outras razões”, afirmou.

O decréscimo da população estrangeira no país “quebra a continuidade do crescimento sustentado que caracterizou a comunidade estrangeira em Portugal nos últimos anos”, refere o relatório.

Além da crise econômica e financeira do país, o SEF refere que houve também um crescimento do acesso à nacionalidade portuguesa por parte de estrangeiros residentes.

As nacionalidades mais representativas continuam a ser o Brasil, Ucrânia, Cabo Verde, Romênia, Angola e Guiné-Bissau.

O Brasil mantém-se como a comunidade estrangeira mais representativa, com um total de 119.363 residentes, mantendo a tendência de crescimento sustentado, que ocorre desde o início do século XXI, enquanto a Romênia substituiu o Reino Unido como o país com mais cidadãos a residir em Portugal no conjunto dos Estados-membros da União Europeia.

A par do decréscimo global de estrangeiros residentes em Portugal, diminuíram as populações de Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau, comunidades estrangeiras tradicionais em Portugal e dos designados novos fluxos migratórios do Leste Europeu (Ucrânia e Moldávia).

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