Ministro da Economia português pede demissão

O pedido de demissão foi feito após Manuel Pinho, durante debate parlamentar, ter dirigido gesto obsceno ao líder parlamentar do PCP.

Da RedaçãoPortugal Digital

JOSÉ SENA GOULÃO – 21-jan.2009 / LUSA

O ministro da Economia português anunciou na quinta-feira, 2 de julho, o seu pedido de demissão. O pedido foi apresentado depois de Manuel Pinho ter feito gesto obsceno, simulando chifres, em direção ao líder parlamentar do Partido Comunista Português, Bernardino Soares, durante debate na Assembleia da República sobre "o estado da nação".

O gesto de Manuel Pinho obrigou o primeiro-ministro José Sócrates a fazer um pedido público de desculpas em nome do governo.

“Quero apresentar um pedido de desculpas a todos os parlamentares”, afirmou Sócrates. “Nada justifica o ato do ministro”, disse o primeiro-ministro.

Ex-administrador do Banco Espírito Santo (BES), Manuel Pinho tornou-se conhecido pelas sucessivas "gafes", cometidas em diversas situações.

O líder parlamentar do Partido Socialista, Alberto Martins, considerou a atitude de Manuel Pinho "inaceitável". “É inaceitável e condenamos”, adiantou o líder parlamentar do PS, partido presidido pelo primeiro-ministro.

Também o socialista Jaime Gama, presidente de Assembleia da República, considerou "lastimável" o sucedido. “O que aqui ocorreu não devia ter ocorrido”, disse Jaime Gama.

Presidente critica gesto insultuosoO presidente de Portugal, Cavaco Silva, também manifestou indignação face ao episódio ocorrido na Assembleia da República e que levou à demissão de Manuel Pinho.

Em comentário divulgado, o presidente da República afirma que o respeito pelas instituições é "um princípio sagrado da democracia".

"Eu pouco acrescentaria à indignação que foi manifestada na Assembleia da República por parte de todos os grupos parlamentares e por parte do presidente da Assembleia da República, o que de alguma forma reflete a gravidade daquilo que aconteceu e que justificou depois um pedido de desculpa por parte do senhor primeiro-ministro", afirmou.

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