Estrangeiros investem mais de 344 ME na reabilitação em Lisboa no 1º semestre

Da Redação
Com Lusa

O investimento estrangeiro em habitação na Área da Reabilitação Urbana de Lisboa foi durante o primeiro semestre deste ano de mais de 344 milhões de euros, mais 10% do que em igual período de 2018.

Segundo dados divulgados pela empresa Confidencial Imobiliário, “em termos de representatividade, o investimento estrangeiro (344 milhões de euros) teve um peso de 34% no total do investimento feito por particulares nesta área, entre janeiro e junho deste ano, que ascendeu a 1,02 mil milhões.

Estes números representam um crescimento de 10% face aos 311,8 milhões de euros registados em igual período de 2018.

No entanto, a empresa ressalva que se registou um decréscimo de 10% se a comparação for feita relativamente ao 2º semestre de 2018, quando foram transacionados 382,5 milhões de euros.

“O investimento internacional em habitação continua muito robusto e dá continuidade à forte dinâmica do ano passado, quando se atingiu um patamar inédito de 694,3 milhões de euros”, sublinha a nota da Confidencial Imobiliário.

O investimento internacional foi protagonizado por compradores de 70 nacionalidades, sendo os mais representativos França (21%), China (14%), Brasil (8%), Estados Unidos (5%) e Reino Unido (5%).

Destacam-se, igualmente, investidores oriundos da África do Sul, Turquia, Índia, Itália, Alemanha, Suécia, Vietname e Bélgica, com quotas no volume investido superior a 3%.

Em termos geográficos, as freguesias da Misericórdia (55,5 milhões de euros) e de Santa Maria Maior (54,9 milhões de euros) foram as que receberam mais investimento estrangeiro em habitação.

No caso da freguesia de Santa Maria Maior, o investimento estrangeiro teve um peso de 80% no total das operações realizadas.

As restantes freguesias de Lisboa com mais investimento estrangeiro em habitação foram as de Santo António (42,8 milhões de euros) e Arroios (38,3 milhões de euros).

A nota Confidencial Imobiliário realça “um crescente interesse” dos estrangeiros por outras freguesias da cidade de Lisboa, nomeadamente Ajuda, Benfica, Carnide, Campolide e Areeiro.

Nestas freguesias, o investimento estrangeiro representou o máximo de 25% de todo o volume investido, atingindo-se um mínimo de 6% em Benfica.

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