Empresários portugueses já miram Copa do Mundo no Brasil

Da Redação Com Lusa

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, afirmou que Portugal é um dos países que mais investe no Brasil e que já está se preparando para concorrer a projetos relacionados com a Copa do Mundo de 2014. "Estamos desde já a preparar-nos para concorrer a grandes obras de infraestrutura no Brasil, que resultam de projetos de médio e longo prazo", disse à Agência Lusa o dirigente, dando como exemplo as obras integradas na organização da Copa.

"Os nossos investimentos caíram substancialmente, se compararmos com igual período de 2008 e mesmo em anos anteriores", mas, mesmo assim, o Brasil se posicionou em terceiro lugar nos destinos do investimento direto estrangeiro português em 2008, com 1,12 bilhão de euros (mais de R$ 3 bilhões).

O presidente da AICEP disse que Portugal se mantém como um dos países que mais investe no Brasil. "A quebra do investimento português neste país nos primeiros quatro meses de 2009 terá de ser ponderada no final do exercício, ou seja, só nessa altura será possível apurar, com rigor, as consequências da presente crise", acrescentou.

Perspectivas no Brasil Basílio Horta citou ainda a importância de outros projetos, como o trem bala entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, acrescentando que o país possui "reservas externas em moeda forte suficientes e um rating de investimento que permite admitir que, mesmo num cenário de crise como o presente, o potencial do crescimento em necessidades e projetos de investimento estará longe de se esgotar nos próximos dez anos".

O dirigente da AICEP ressaltou que o Brasil apresenta melhores perspectivas de crescimento da economia no próximo ano, quando comparadas com as de 2009, acrescentando que o país parecer ter "finalmente enveredado pelo caminho virtuoso da estabilidade política, financeira e democrática".

Além disso, a exploração de petróleo e também a política de diversificação energética no Brasil "colocam o país na linha de frente dos futuros fornecedores deste bem energético, ao mundo inteiro". "Portugal tem grandes trunfos nestas áreas e apoiaremos as empresas portuguesas para que se envolvam nos diversos negócios que irão surgindo", disse Basílio Horta.

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