Comércio com história “é muito relevante” para o turismo

Da Redação
Com Lusa

O Governo português defendeu que o comércio com história, além da dimensão de interesse histórico, cultural e social, “é muito relevante” para o turismo, destacando a capacidade para projetar internacionalmente as cidades portuguesas e o país.

“Preservar estes espaços de cultura também passa por promover o turismo de uma forma diferente, também passa por arranjar formas de diferenciar o nosso país perante outros países, no panorama global, para chegar também aos turistas e aos potenciais estrangeiros que queremos atrair para Lisboa e para as outras cidades”, declarou a ministra da Cultura, Graça Fonseca, no âmbito da apresentação da plataforma “Comércio com História”, que decorreu em Lisboa, e que culminou com a visita a três lojas históricas na zona do Chiado.

Manifestando-se “particularmente feliz”, Graça Fonseca recordou que a ideia do Governo de criar o projeto “Comércio com História” foi inspirada no programa Lojas com História, criado pela Câmara de Lisboa em 2015, quando estava na autarquia e quando o, agora, primeiro-ministro, António Costa, era presidente do município.

A uma escala nacional, o projeto piloto do “Comércio com História” pretende preservar e promover os estabelecimentos e entidades com história, indicou a ministra da Cultura, considerando que “a dimensão cultural, de identidade e de história é extraordinariamente importante, mas a importância disto para o turismo é muito, muito, relevante”.

Presente na apresentação da plataforma “Comércio com História”, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, disse estes estabelecimentos, além do valor comercial, têm capacidade de “projetar internacionalmente as cidades e o país”, uma vez oferecem “coisas que são únicas”.

“Os estabelecimentos comerciais históricos, de porta aberta para a rua, são elementos essenciais da nossa memória coletiva e de caracterização da vivência urbana”, apontou Pedro Siza Vieira, referindo que a plataforma pretende ser um instrumento de promoção e de divulgação destas lojas e entidades.

Na perspectiva do responsável pela pasta da Economia, “este tipo de estabelecimentos são mais do que unidades empresariais”, uma vez que “oferecem à comunidade, oferecem à cidade, oferecem ao mundo, valores que são muito superiores àqueles que a simples vivência comercial pode proporcionar”.

“Alguns estabelecimentos históricos perderam-se pelo caminho, mas outros permaneceram, conseguiram adaptar-se e sobreviver”, expôs o governante, falando na apresentação do projeto “Comércio com História”, que decorreu na Livraria Ferin, um dos estabelecimentos da zona do Chiado, em Lisboa, que integram já a plataforma ‘online’, disponível em www.comerciocomhistoria.gov.pt.

Com base na lei que reconhece os estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural, Pedro Siza Vieira lembrou que estão previstos “benefícios fiscais, proteção ao nível do regime do empresário que é arrendatário do espaço onde está instalado, reconhecimento da modernização dos estabelecimentos, sem perder de vista as características únicas que os distinguem”.

Além dos ministros da Cultura e da Economia, a apresentação contou com a presença da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, uma vez que o projeto “Comércio com História” integra o programa Simplex+, e do secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro, e do secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres.

Sob o lema “Portas abertas para o futuro”, a plataforma “Comércio com História” reúne, “neste momento, 172 lojas e entidades, em municípios de Lisboa, do Porto, de Coimbra, do Fundão e do Funchal”, avançou a Diretora-Geral das Atividades Econômicas, Fernanda Ferreira Dias, informando que a plataforma “é um ponto único de entrada e de visualização de um inventário nacional”.

No âmbito do turismo, a Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE), além da plataforma, está a desenvolver “uma aplicação móvel, que terá como principal objetivo identificar todos os estabelecimentos que estão geolocalizados”, utilizando essa informação para fazer percursos turísticos.

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