Com 4,5 milhões de brasileiros vivendo fora do país, burocracia ainda é um desafio

Quando documentos e vistos não estão garantidos, há uma série de obstáculos que dificultam a vida do imigrante.

 

Da Redação

 

Dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE) revelam que aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros residem no exterior, conforme o relatório “Comunidades Brasileiras no Exterior”, elaborado pelo Itamaraty em 2023. O número supera a população da Paraíba, o 13º maior estado do Brasil, e os principais destinos são a América do Norte, com 2.078.170 de pessoas, a Europa, com 1.490.745, e a América do Sul, com 646.730. Os países que mais recebem brasileiros são os Estados Unidos (1,9 milhão), Portugal (360 mil) e o Paraguai (254 mil).

De acordo com Leônia Pinheiro, sócia diretora da CV Assessoria Internacional, a imigração é um fenômeno global, onde muitos deixam seus países de origem em busca de melhores condições de vida, segurança e oportunidades. “No entanto, o processo pode ser marcado por uma série de desafios complexos e muitas vezes desconhecidos. Entre as dificuldades mais significativas estão as barreiras burocráticas, que variam de país para país, não costumam estar claras nas comunicações oficiais, mudam com frequência e possuem nuances específicas para cada caso”, explica.

Por conta disso, é essencial que os imigrantes tenham uma compreensão clara e atualizada das exigências dos países para onde desejam se mudar, já que as informações nem sempre são claras ou estão disponíveis em um formato acessível. “Isso pode resultar em erros caros e em atrasos significativos no processo de imigração”, acrescenta.

Existem ainda outras barreiras que os imigrantes enfrentam, desde as linguísticas até questões de habitação e acesso a serviços médicos. Contar com uma consultoria especializada nesse momento de transição pode deixar a experiência mais agradável e sem surpresas negativas.

Mesmo em Portugal, onde o idioma possui nuances muito diferentes da língua brasileira, as barreiras linguísticas podem dificultar a comunicação e impactar a capacidade dos imigrantes em tomar decisões informadas e acessarem cuidados de saúde adequados. Além disso, a falta de oportunidades de emprego é uma grande dificuldade, especialmente para aqueles que não possuem qualificações profissionais específicas ou vistos de trabalho aprovados, levando frequentemente à discriminação e à exclusão das proteções laborais.

“A questão da habitação é outro desafio. Encontrar uma moradia segura, digna e acessível é especialmente difícil para imigrantes ilegais, que muitas vezes enfrentam custos mais elevados e problemas no momento de comprovar renda e outros documentos”, pontua a especialista. Diferenças culturais também representam um desafio, pois mal-entendidos e mitos relacionados a estereótipos podem causar disparidades injustas e dificultar a integração dos imigrantes na sociedade.

Apesar dessas barreiras, os imigrantes continuam a desempenhar um papel essencial nas comunidades e na economia dos países para onde se deslocam. A compreensão e o apoio adequados são fundamentais para facilitar sua integração e assegurar que possam contribuir de maneira significativa. “O melhor caminho para facilitar a imigração é estar preparado, pesquisar bastante sobre o país escolhido e estar com todos os documentos e vistos assegurados. Dessa forma, os benefícios da mudança poderão ser melhor aproveitados”, conclui Leônia.

 

 

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