Cavaco Silva vê Portugal longe da média econômica européia

Da Redação Com agencias

Paulo Novais/Lusa Portugal

>> Cavaco Silva, durante a vista à exposição "Portugal-Global Technology" no Museu da Ciência de Varsóvia.

O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, disse que é necessário manter o controle das finanças públicas, reconhecendo que "há muito trabalho ainda a fazer" para aproximar Portugal do nível de desenvolvimento médio da Europa.

Questionado sobre as declarações do ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos, que afirmou que o governo vai manter o rumo traçado para o país, Cavaco Silva evitou comentar diretamente o assunto. “Há muito trabalho ainda a fazer para aproximar Portugal do nível de desenvolvimento médio” da União Européia, afirmou o presidente luso.

Segundo Teixeira dos Santos, Lisboa vai dar continuidade à "linha de rumo" traçada para o país, para que Portugal mantenha a "solidez financeira" e consiga enfrentar a "intempérie que vem do exterior". De acordo com o ministro, o Executivo liderado pelo primeiro-ministro luso, José Sócrates, vai implantar as "reformas essenciais para o país", para "manter a solidez financeira que é fundamental".

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, já admite que o crescimento da economia do país em 2008 deverá ser inferior a anteriores previsões do governo. O país não escapa à crise que atinge a União Européia. Segundo Sócrates, é “legítimo” estimar que o crescimento este ano se situe entre 1,2 e 1,5%. Em maio, o governo apontava para 1,5%. “Todas as organizações internacionais, o Estado português e o Banco de Portugal, convergem para um crescimento entre 1,2 e 1,5%”, afirmou.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reviu, em 2 de setembro, em baixa a sua previsão de crescimento para a Zona Euro para 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra os 1,7% estimados em junho. De acordo com o primeiro-ministro, as previsões da OCDE “revelam que Portugal está muito longe de cenários mais pessimistas” e que o “abrandamento econômico internacional se fará sentir na nossa economia”, disse.

Previsões O ministro de Estado e das Finanças comentava a revisão em baixa das estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a expansão econômica global em 2008 e 2009. O FMI estima que, longe dos 4,1% inicialmente previstos, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial vai aumentar apenas 3,9% este ano e cair para 3,7% em 2009.

Questionado sobre estas previsões, Teixeira dos Santos reconheceu que "ninguém fica otimista ou indiferente" diante dessas estimativas. “Sempre tive uma postura realista sobre esses dados. Estamos perante uma situação externa que nos gera dificuldades e que os portugueses sentem no dia-a-dia”, admitiu. Apesar disso, o ministro das Finanças disse que o governo luso está "mais bem preparado para enfrentar estas situações".

Visita Oficial O presidente Cavaco Silva, e uma comitiva de mais de 50 empresários, participou de uma visita oficial de uma semana à Polônia e Eslováquia, onde a economia teve um lugar de destaque.

Além dos encontros com os responsáveis políticos, em Varsóvia o chefe de Estado encerrou um seminário sobre as relações econômicas entre Portugal e Polônia, além de participar do seminário diplomático organizado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, com a presença de diplomatas portugueses nos países do Leste europeu.

A visita também contou com iniciativas culturais, como a exposição de arte contemporânea portuguesa “Café Portugal”, em Bratislava, e apresentação da fadista Mariza, que integrou a comitiva oficial, em dois concertos em Varsóvia e Bratislava, cidade onde foi feita a apresentação do primeiro dicionário de Português-Eslovaco.

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