Senado homenageia os 200 anos da imprensa brasileira

Em 1º de junho comemorou-se 200 anos da imprensa no Brasil, e a imprensa deve continuar cumprindo o seu papel de estimular o debate e o pluralismo de idéias.

Da RedaçãoAgencia Senado

José Cruz/Senado

Para Simon – que também presidiu parte da sessão – a imprensa brasileira possui uma história "rica e emocionante" que deve ser mais conhecida, para que a nossa própria história, como Nação, seja melhor compreendida. O senador também disse que a imprensa deve continuar cumprindo o seu papel de estimular o debate e o pluralismo de idéias, "salutares para os regimes democráticos".

Simon lembrou os jornalistas que lutaram para defender suas idéias e a liberdade de expressá-las – a exemplo de Barbosa Lima Sobrinho e de Wladimir Herzog, este último vitimado pelo regime militar – ao mesmo tempo em que destacou a vida e a obra de Hipólito José da Costa, fundador do primeiro jornal brasileiro (Correio Braziliense) criado em junho de 1808 em Londres, onde estava exilado.

Educação Outro senador que ocupou a tribuna para celebrar os 200 anos da imprensa brasileira foi Cristovam Buarque (PDT-DF). Ele aproveitou as homenagens para pedir aos meios de comunicação que se unam na defesa de uma campanha pela educação com qualidade, bem como a criação de um movimento, em nível nacional, contra o analfabetismo.

Cristovam Buarque lembrou que a leitura e a luta pela alfabetização são condições essenciais para a plenitude democrática. Com relação à imprensa, voltou a afirmar que ela tem que ser livre e independente, levando a verdade dos fatos a todos os brasileiros.

Já o senador Romeu Tuma (PTB-SP) condenou o seqüestro e a tortura de jornalistas, praticados por integrantes de milícia em uma favela do Rio de Janeiro, recentemente. Para ele, o fato representou um atentado contra a liberdade de imprensa.

Romeu Tuma, ex-diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, condenou também aqueles policiais que usam o poder de polícia para violentar direitos consagrados nas leis brasileiras, como a imprensa livre, salientando que a liberdade de imprensa "traz uma tranqüilidade maior para toda sociedade".

DemocraciaO presidente do Senado, Garibaldi Alves, também homenageou o bicentenário da imprensa brasileira. Para ele, passados 200 anos, "não podemos mais imaginar o funcionamento de nossa democracia representativa sem a contribuição de uma imprensa livre e atuante".

Garibaldi Alves – que também é jornalista – lembrou que até hoje permanece vivo o exemplo deixado por Hipólito José da Costa, ao afirmar: "Só a prosperidade do povo é que faz a prosperidade dos governos".

Estiveram presentes à sessão, entre outros, o diretor do Comitê de Relações Governamentais da Associação Nacional de Jornais, Paulo Tonet Camargo; e o presidente do Conselho Superior da Associação Brasileira de Radiodifusão, Tecnologia e Telecomunicação (Abratel), Roberto Wagner Monteiro.O Plenário do Senado realizou na terça-feira, 3 de junho, a sessão especial para celebrar os 200 anos da imprensa brasileira e homenagear o seu patrono, Hipólito José da Costa. O autor do requerimento, senador Pedro Simon (PMDB-RS), afirmou que a construção e a manutenção de uma sociedade democrática passam pela liberdade de expressão e por uma imprensa livre e independente.

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