Projeto luso com notebook popular chega ao interior do Ceará

Da Agencia Lusa

A portuguesa Microfil-Tecnologias de Informação instalou em Limoeiro do Norte, interior do Ceará, a primeira Plataforma Camões do Brasil, que usa os computadores Magalhães para, segundo a empresa, "aproximar os países de língua portuguesa".

Desenhada para oferecer "uma solução integrada de gestão de conteúdos e arquivos escolares", essa tecnologia está agora na Escola de Ensino Fundamental João Luis Maia da cidade de Espinho, a 200 quilômetros de Fortaleza.

Em processo de geminação desde 2008, a localidade em Limoeiro do Norte é considerada irmã da cidade de Espinho, em Portugal, que "curiosamente foi também a primeira a receber o projeto Camões", disse o presidente executivo da empresa, Manuel Antunes.

O projeto-piloto da escola brasileira tem início com uma plataforma de 20 portáteis, quadro interativo e centro de dados. O Camões "é uma plataforma que permite a interligação e a intercomunicação entre alunos e professores através dos computadores Magalhães disponibilizados para os estudantes, e quadro interativo."

A gestão das aulas e a partilha de conteúdos pode ser conferida por pais, alunos, professores e outros atores da comunidade educativa, segundo o responsável pela arquitetura e implementação do projeto.

"Mesmo alunos doentes, em casa ou hospitalizados, podem acompanhar as aulas em tempo real, participando e interagindo, pois a transmissão é feita com toda a segurança", disse Manuel Antunes. "Em Portugal, o projeto está em muitos municípios com grande sucesso", acrescentou o responsável.

Neste momento, o Camões está especialmente adaptado ao Magalhães e ao 1º Ciclo do Ensino Básico, mas o objetivo é que a plataforma possa ser usada em outros níveis de ensino. O objetivo é chegar às universidades, inclusive as para a terceira idade.

Inicialmente o foco está nos países de língua portuguesa, mas Manuel Antunes disse divulgar também a Plataforma Camões em vários países e em breve deverá apresentar o projeto na Rússia.

A Microfil, com sede em Cortegaça, tem 25 anos de mercado e projeta crescer em 2009 de 30% a 40% sobre os seis milhões de euros registrados no ano passado, segundo o presidente-executivo da empresa.

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