Portugal quer formar população adulta para qualificar força de trabalho

Da Redação

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou a importância de Portugal conseguir formar população adulta “para que a força de trabalho esteja qualificada ao nível da competição internacional para estas atividades e para a criação de riqueza”.

No Seixal, na apresentação de uma nova unidade industrial da empresa farmacêutica Hovione, o Ministro destacou que não basta formar e qualificar os mais jovens para atrair mais investimento privado e atividade com conhecimento.

“Hoje temos 120 mil jovens com 18 anos nascidos em Portugal, mas daqui a 12 anos vamos ter apenas 85 mil’, acrescentou, salientando que Portugal é um dos países europeus com uma população acadêmica mais jovem, “sensivelmente 25 anos”.

Manuel Heitor sublinhou a necessidade de se duplicar a despesa pública na próxima década para formar e atrair mais jovens para Portugal, e apostar na renovação e melhoria das competências da força de trabalho adulta. Este é o caminho possível para que as empresas e o setor privado criem pelo menos 25 mil postos de trabalho na próxima década, defendeu.

“Se hoje o global da despesa pública e privada nas áreas do conhecimento ultrapassa os 2500 milhões de euros por ano, sensivelmente 52% privado e 48% público, percebemos que convergir para a Europa implica multiplicar este valor e passar de 1,35% do PIB para 3% do PIB”, afirmou.

A multinacional farmacêutica portuguesa Hovione anunciou a compra de um terreno de 44 hectares no Parque Industrial da Baía do Tejo, no Seixal, onde vai instalar uma nova unidade fabril. A multinacional portuguesa está presente na Irlanda, EUA e Macau.

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