Museu Nacional no Rio tem 51% das obras emergenciais concluídas

Foto: Acervo virtual – Google lançou, por meio do Google Arts & Culture, um acervo virtual com obras e artefatos pertencentes ao Museu Nacional.

Da Redação

Mais da metade das obras emergenciais no prédio do Museu Nacional no Rio de Janeiro já foram concluídas, após ser destruído pelo incêndio em setembro. De acordo com o diretor da instituição, Alexandre Kelner, já foram recuperados dos escombros 1,5 mil peças e conjuntos, o que equivale a 51% do total da primeira parte dos reparos. A informação foi divulgada no dia 13, durante balanço apresentado pelo Ministério da Educação (MEC).

O Museu Nacional começou a primeira etapa das obras emergenciais, de escoramento, no dia 21 de setembro. Nesta semana, a UFRJ concluiu 51% da primeira etapa da obra, que tem previsão de finalização para março. Essa etapa contempla as ações de contenção, estabilização e reforço das estruturas e alvenarias do prédio do Museu Nacional. O objetivo das obras emergenciais é garantir que o Palácio tenha condições de segurança mínima para as equipes entrarem e efetuarem os resgates.

O MEC também apresentou outras iniciativas que vão dar continuidade à recuperação do espaço. Uma delas é uma parceria com a Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a fim de subsidiar estudos, pesquisas, metodologias e projetos técnicos para a reconstrução e restauração do Paço de São Cristóvão e de bases para o novo Museu Nacional. No total, serão investidos R$ 5 milhões nesse trabalho.

Esse valor se soma aos R$ 10 milhões já repassados pelo MEC à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para obras emergenciais no Museu Nacional. “Estamos muito felizes com o apoio do MEC. Foi uma resposta muito rápida do governo brasileiro diante dessa enorme tragédia que atingiu o Museu Nacional”, disse Kellner.

Outro investimento anunciado foi a liberação de R$ 2,5 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a manutenção do programa de pós-graduação do Museu Nacional .

Também nessa quinta-feira, o Google lançou, por meio do Google Arts & Culture, um acervo virtual com obras e artefatos pertencentes ao Museu Nacional. Em colaboração com a UFRJ e o Ministério da Educação, a plataforma traz imagens em alta resolução de 164 relíquias distribuídas em sete exposições, além de um passeio por ambientes internos do museu com imagens capturadas pelo Google Street View antes do incêndio.

A experiência interativa está ao alcance de todos, de forma gratuita, na plataforma do Google Arts & Culture, com tradução do conteúdo em inglês e espanhol. O Google Arts & Culture possui mais de 1.500 instituições culturais parceiras em 70 países, que assim mantêm seus trabalhos ao alcance global.

Resposta rápida

Para o reitor da UFRJ, Roberto Leher, o Museu Nacional do Rio de Rio de Janeiro é uma instituição que guarda o imaginário do Brasil. “Toda essa tarefa de reconstrução tem um trabalho institucional que abarca diferentes esferas. O MEC, na noite de 2 de setembro, já estava ao nosso lado, solidário, buscando ações para a reconstrução do museu”, disse Roberto Leher. “Trata-se de um reconhecimento institucional, da ação proativa, sensível, visionária e republicana da equipe que está à frente do MEC e que esteve a todo momento ao lado da UFRJ.”

A UFRJ contou com o apoio da bancada federal do Estado do Rio de Janeiro, por meio de uma emenda parlamentar de bancada no valor de R$ 55 milhões, que viabilizará a recuperação da fachada e a realização de reforços estruturais, bem como construir as novas instalações de pesquisa, ensino e administração dos cursos de pós-graduação. A emenda parlamentar de bancada apoiará também a infraestrutura para as coleções e as atividades de ensino e extensão, ações que terão início em 2019.

“Até agora, avançamos em muitas frentes para a recuperação e preservação do maior museu de história natural e antropologia do Brasil” afirmou o reitor da UFRJ, Roberto Leher. “O Museu Nacional é também a mais antiga instituição científica do país, e é parte fundamental da memória do mundo e do povo brasileiro.”

Após o incêndio, foram abertas várias frentes de ação envolvendo diversas instituições. Segundo a UFRJ, a primeira etapa foi a contratação, com apoio do MEC, de uma empresa altamente especializada para fazer o reforço estrutural do prédio e trabalhar na remoção qualificada de escombros, por meio de uma arqueologia dos acervos no interior do Museu.

A segunda etapa tem seu foco na busca de acervos e na institucionalização da colaboração de instituições nacionais e internacionais. O Museu tem contado com forte apoio de governos e instituições de outros países, como França, Egito, Portugal, Alemanha, Canadá e China.

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