Museu da Língua Portuguesa integra a programação da Bienal Internacional do Livro de SP

Da Redação

O Museu da Língua Portuguesa, instituição do Governo do Estado de São Paulo, participa da programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo em parceria com o Instituto Camões, promovendo duas mesas de debate. A primeira acontece no dia 6 de julho, no Pavilhão de Portugal, e a outra no dia 9 do mesmo mês no Auditório do Museu da Língua Portuguesa.

No dia 6, às 15h, o escritor timorense Luís Cardoso e a mestre brasileira em geografia Márcia Kambeba estarão reunidos na mesa intitulada “O povo é o inventa-línguas”, na qual falarão sobre literatura e oralidade. Cardoso venceu em 2021 o prestigiado Prêmio Oceanos pelo romance “O Plantador de Abóboras” (Todavia), que traz o relato de uma mulher sobre a história violenta do Timor Leste. Já Kambeba procura, em seus livros, retratar as histórias de resistências e lutas de seu povo – o quinto, “O Povo Kambeba e a Gota d’Água”, será lançado ainda este ano.

Com mediação de Marina Toledo, coordenadora do Núcleo Educativo do Museu da Língua Portuguesa, este encontro vai acontecer no Pavilhão de Portugal, da expo Center Norte, sede da Bienal. Vale lembrar que Portugal é o país homenageado na 26ª edição do evento literário paulistano. O ingresso custa R$ 30 (inteira).

No dia 9 de julho, às 19h, o Auditório do Museu da Língua Portuguesa será o palco da mesa “Língua e Canção”, que receberá o músico do Buraka Som Sistema e escritor angolano Kalaf Epalanga e o historiador e compositor brasileiro Cacá Machado. Os dois já mergulharam em parte da história musical de seus respectivos países: enquanto Epalanga escreveu sobre o kuduro e a kizomba, por exemplo, Machado esmiuçou as obras de Ernesto Nazareth e Tom Jobim. O título da mesa anuncia o tema que deverá ser trabalhado pelo Museu da Língua Portuguesa em 2023.

A mediação será de Isa Grinspum Ferraz, curadora especial do Museu. A entrada será gratuita, com ingressos distribuídos na data da realização do evento, na bilheteria, a partir das 16h. Haverá também transmissão on-line do bate-papo pelas redes sociais do Museu.

Serviço
Mesa “O povo é o inventa-línguas”
Com o escritor Luís Cardoso (Timor Leste) e a mestre em geografia e doutoranda em estudos linguísticos Márcia Kambeba (Brasil). Mediação de Marina Toledo, coordenadora do Núcleo Educativo do Museu da Língua Portuguesa
Dia 6 de julho, às 15h
No Pavilhão de Portugal, da Expo Center Norte, sede da Bienal
R$ 30 (inteira)

Mesa “Língua e Canção”
Com o músico e escritor Kalaf Epalanga (Angola) e o historiador e compositor Cacá Machado (Brasil). Mediação de Isa Grinspum Ferraz, curadora especial do Museu da Língua Portuguesa.
Dia 9 de julho, às 19h
No Auditório do Museu da Língua Portuguesa e pelas redes sociais do Museu
Grátis (distribuição de ingressos a partir das 16h do dia 9 de julho)

Turma da Mônica na Bienal

O escritor José Santos também marcará presença no estande da Mauricio de Sousa Produções (MSP) durante a 26ª Bienal Internacional do Livro. No domingo, 3 de julho, às 14 horas, o autor participa da atividade “Viagem a Portugal pelas palavras”, onde irá conversar com o público sobre a obra “Turma da Mônica – Uma Viagem a Portugal”.

No livro, lançado em 2017, a Turma da Mônica acompanha o miúdo António Alfacinha, personagem criado por Mauricio de Sousa em 2007, em uma aventura pelas terras portuguesas. O escritor ainda fará brincadeiras com palavras típicas de Portugal que são pouco conhecidas no Brasil, como autocarro, camisola, telemóvel, eléctrico, peúgas, trinco e melgas.

Em 5 de julho, às 14h, Jose Santos vai falar sobre Volta ao mundo com a língua portuguesa. Nessa atividade, o escritor conversa com o público infantil, a partir do livro Turma da Mônica – uma viagem aos países de língua portuguesa. Fará brincadeiras com mais de 30 palavras muito comuns em Angola, Moçambique, Portugal, Timor Leste, mas pouco conhecidas no Brasil, como embondeiro, xiluva, maningue, pega-saia, camba, cachupa.

E no sábado, 9 de julho, José Santos volta ao evento ao lado do escritor Paulo Netho para participar do bate-papo “A brincar com poesia – Os poemas para crianças de Fernando Pessoa”, às 10 horas. Na atividade, os autores vão conversar sobre o poeta português Fernando Pessoa e suas obras para crianças, com a declamação de nove de seus poemas.

Será contada a história da viagem da Turma da Mônica a Lisboa, que percorre os lugares mais importantes da biografia do escritor, tendo o Cascão no Largo de São Carlos, a Magali na Praça do Comércio, o Cebolinha e Bidu na Rua da Conceição da Glória e a Mônica no Largo do Chiado ao lado de sua famosa estátua.

Neste ano, o estande da MSP será o espaço infantil oficial de ativações e visitas da Bienal. Com o tema “Navegando pelas Histórias”, o ambiente homenageará a cultura portuguesa com representações de monumentos históricos, pontos turísticos e símbolos culturais portugueses, todos com a participação da Turma da Mônica. No local, o público poderá fazer parte de rodas de leitura, eventos literários, bate-papos, contações de histórias e sessões de autógrafos. A empresa ainda levará 12 novos títulos, em parceria de 16 editoras licenciadas.

Pavilhão Portugal

Portugal é o convidado de honra desta edição da Bienal, com uma extensa programação. Confira mais do Pavilhão de Portugal:

“Outras palavras” – Leitura de poetas e escritores fundamentais da literatura portuguesa do último século pela voz de outros autores, brasileiros e portugueses:
Sábado, 2 de julho, às 17h00 – Leituras por Lívia Nestrovski.
Lívia Nestrovski é cantora. Bacharel em Música Popular pela UNICAMP e mestre em Musicologia pela UniRio, tem cinco discos lançados e cantou em aproximadamente 20 países. Foi vencedora do Prémio Profissionais da Música 2019 na categoria Cantora.
Domingo, 3 de julho, às 19h00 – Leituras por Adriana Calcanhotto.
Adriana Calcanhotto é cantora, compositora, intérprete, instrumentista, produtora musical, escritora e ilustradora. É Embaixadora da Universidade de Coimbra no Brasil desde 2015. Com grandes sucessos ao longo do seu percurso é hoje um dos grandes nomes da música brasileira.
4ªfeira, 6 de julho, às 19h00 – Leituras por Vinicius Terra.
Vinicius Terra é rapper, professor de Português e Literatura e ativista cultural.
Uma figura singular e pioneira na cultura hip-hop por promover intensamente a construção e o fortalecimento dos laços entre os países de língua oficial portuguesa. É também criador do Festival Internacional de Língua Portuguesa “Terra do Rap”, com edições no Rio de Janeiro e em Lisboa.
Domingo, 10 de julho, às 17h00 – Leituras por Kalaf Epalanga e Matilde Campilho.
Kalaf Epalanga é um conhecido músico e escritor. Como músico, lançou a banda Buraka Som Sistema, vencedora de um MTV Europe Music Award.
Publicou os livros “Estórias de um amor para meninas de cor” (2011), “O Angolano que comprou Lisboa (por metade do preço)” (2014) e “Também os brancos sabem dançar” (2018), publicado pela Todavia.
Matilde Campilho estudou Literatura e História da Arte. Tem dois livros publicados: “Jóquei”, um livro de poemas, lançado em Portugal, no Brasil e em Espanha e “Flecha” um livro de histórias curtas publicado em 2020. A sua presença na FLIP – Paraty foi um sucesso enorme.
Conheça a programação completa do Pavilhão de Portugal no site da Bienal >>

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