Mostra “1808 – 1818: A construção do reino do Brasil” celebra 200 anos da Independência

Abertura da mostra no Rio. Fernando Frazão/Agência Brasil

Mundo Lusíada

Aconteceu no Rio, na noite do dia 11, a cerimônia de abertura da exposição “1808 – 1818: A construção do reino do Brasil”. Trata-se de uma das ações do programa de celebração dos 200 Anos da Independência do Brasil, iniciadas neste ano pelo Ministério da Cultura (MinC), que termina em 7 de setembro de 2022.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e a presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Helena Severo, participaram do evento na Fundação Biblioteca Nacional, centro do Rio.

Com mais de 200 itens, a exposição da FBN apresenta 170 cópias de gravuras e desenhos e 95 imagens originais, manuscritos, cartas, documentos e fotos do período que começa com a chegada da corte portuguesa ao País, em 1808, e termina com a coroação do príncipe regente D. João, em 1818. Entre os destaques estão gravuras de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e uma carta original de D. João VI, de 1808, sobre a abertura dos portos brasileiros, endereçada às Nações Amigas.

Durante o período de 1808 a 1818, artistas, viajantes e naturalistas foram autorizados a conhecer e a registrar a paisagem tropical do Brasil. Muitos historiadores consideram esse espaço de tempo como o que prenuncia a independência do Brasil, ocorrida quatro anos depois, com a partida de D. João VI para Portugal.

“O acervo da Biblioteca Nacional contém os mais significativos documentos desse período, tais como o documento de abertura dos portos de 1808 e o decreto de elevação do Brasil à categoria de Reino Unido. A própria Biblioteca tem origem nesse período. É uma grande satisfação abrir as comemorações dos 200 anos de nossa independência como país livre e soberano”, avalia a presidente da FBN, Helena Severo.

Com curadoria de Júlio Bandeira, a produção da exposição é de Suzane Queiroz e os trabalhos de ambientação do espaço foram realizados por Marcello Dantas. Está distribuída em duas partes: no 1º andar (galeria) e no 3º andar.

Entidade vinculada ao MinC, a FBN é a sétima maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina e tem como missão coletar, registrar, salvaguardar e dar acesso à produção intelectual brasileira, assegurando o intercâmbio com instituições nacionais e internacionais e a preservação da memória bibliográfica e documental do país.

O ministro da Cultura disse que é importante o país começar, desde já, a discutir o significado da independência através de uma extensa programação cultural que ocorre pelos próximos anos e envolva a sociedade.

“Além desta exposição que abre hoje, as ações que já realizamos incluem um edital de audiovisual, para desenvolvimento de projetos de séries e longas, e outro para produção e publicação de obras literárias. Vale lembrar que José Bonifácio de Andrada e Silva foi um dos homenageados na cerimônia da Ordem do Mérito Cultural de 2018. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que completou recentemente 180 anos de existência, também recebeu a comenda”, ressaltou o ministro.

Cultura no Futuro

Durante o evento, o ministro declarou em entrevista à EBC que mais importante que a existência do Ministério da Cultura – que no governo de Jair Bolsonaro deverá estar incluído no Ministério da Cidadania, chefiado por Osmar Terra, e que englobará também os ministérios do Desenvolvimento Social e Esporte – é a a relevância estratégica da cultura.

“Eu acho que não é questão de ter ou não um ministério exclusivo, é uma questão de ter ou não uma política pública de cultura à altura da importância social e econômica do setor cultural”, disse Sá Leitão. “Nós temos, no mundo, muitos exemplos de países que não têm ministérios da Cultura exclusivos e são referências em termos de política cultural. O que importa é justamente a importância, a relevância, que o governo dá à política cultural”.

O atual ministro ainda avaliou que cumpriu sua missão à frente do Ministério da Cultura, destacou alguns projetos ainda serão entregues até o final do ano e defendeu os benefícios da Lei Rouanet.

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