Mais que um bairro, a ‘casa’ de um santo e de um rei: assim é o Valongo, em Santos

Da redação

 

Um santo e um rei juntos, dividindo o mesmo ‘lar’. São poucos os bairros de qualquer cidade que podem ‘hospedar’ dois importantes personagens históricos. O bairro do litoral paulista, que aniversaria neste dia 13, é a ‘casa’ do Santuário Santo Antônio do Valongo, praticamente vizinho ao Museu Pelé em Santos.

Com muita história e tradição, o Valongo viu a volta de santistas e turistas com os esforços da Prefeitura de Santos em centralizar eventos dos mais variados tipos, para diferentes públicos – seja no Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre, 1), seja nos Arcos do Valongo (Rua Comendador Neto, 3).

Falando em Museu Pelé, o equipamento inaugurado em 15 de junho de 2014 está perto de chegar a uma marca histórica: já são 490 mil visitantes desde que abriu as portas, próximo a meio milhão de visitas. O espaço tem média mensal de 5 mil visitantes e atingiu o recorde de visitação de mais de 6 mil pessoas no dia 30 de dezembro de 2022, um dia após a morte do Rei do Futebol.

Além de abrigar peças do acervo de Edson Arantes do Nascimento, o museu tem recebido eventos de diversas categorias.
Outro prédio histórico é o da Estação do Valongo, sede da Secretaria Municipal de Empreendimento, Economia Criativa e Turismo (Seectur). O prédio foi inaugurado em 1867 pela São Paulo Railway, sendo a primeira estação ferroviária do Estado de São Paulo.

A Estação do Valongo também abriga o Estação Bistrô Restaurante-Escola, fruto de uma parceria entre a Seectur e a Unisantos, responsável pela formação de jovens nos cursos de serviços de alimentos e bebidas. Os estudantes, entre 18 e 29 anos, são encaminhados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), que concede uma bolsa no valor de um salário mínimo (R$ 1,3 mil, atualmente) e vale-transporte aos jovens.

E é da frente deste imponente casarão que saem os passeios da Linha Turística do Bonde, que propicia um interessante passeio por pontos históricos e culturais. Os elétricos dos séculos 19 e 20 percorrem o Centro Histórico, em roteiro adaptado com sistema de audioguia e Libras. São veículos originais, vindos de Portugal, Itália, Escócia e Japão. A presença destes veículos deu a Santos o título de Museu Vivo Internacional de Bondes da América Latina.

HISTÓRIA – O historiador da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), Dionísio de Almeida, afirma que o Valongo começou a se formar, gradativamente, a partir do início do povoamento de Santos, com a chegada de Braz Cubas, na primeira metade do século 16. “Esse povoamento vai em direção onde hoje é o bairro Valongo, mas a ocupação do lugar de uma forma mais efetiva só vai acontecer mesmo a partir da construção do Santuário Santo Antônio do Valongo por volta de 1640”. A data de comemoração é 13 de junho por estar associada ao Dia de Santo Antônio.

José Bonifácio

A cidade de Santos também comemora o aniversário de 261 anos de nascimento do Patrono da Independência, a Fundação Arquivo e Memória de Santos lança, nesta quinta-feira (13), com a exposição virtual ‘José Bonifácio, do nascimento até hoje’, que estará disponível gratuitamente no site www.fundasantos.org.br, na área de exposições virtuais.

Com imagens e reproduções de documentos, a mostra passeia pela vida do santista nascido em 13 de junho de 1763, na então Vila de Santos, numa casa da Rua Direita, atual Rua XV de Novembro, perto da Bolsa do Café, contando sua trajetória pela Europa, sua influência na decisão de tornar o Brasil independente de Portugal, o exílio na França e os últimos dias no Rio de Janeiro.

As facetas abolicionista e mineralogista de Bonifácio também são destaque, assim como as homenagens de sua terra natal, como o Palácio, a Praça e o Memorial José Bonifácio, o Pantheon dos Andradas, o BoniSelfie, no Centro Histórico, o Monumento aos Andradas, no Gonzaga, as escolas José Bonifácio, na Vila Nova, e dos Andradas, na Aparecida.

 

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