Junto à EDP e USP, Governo de SP exibe plano de restauração do Museu do Ipiranga

Empresa, que é a primeira patrocinadora máster da recuperação, com investimento de R$ 12 milhões, quer mobilizar iniciativa privada em torno do projeto.

Da Redação

O governador de São Paulo, João Dória, realizou evento nesta terça, 26, para apresentar o projeto de restauração do Museu do Ipiranga.

Ao lado da Universidade de São Paulo (USP), a EDP, empresa que atua em toda a cadeia de valor do setor elétrico, convidou a iniciativa privada a se mobilizar em torno da missão de devolver o Ipiranga à população.

A Companhia foi a primeira a anunciar, em janeiro, o patrocínio máster à recuperação, com um investimento de R$ 12 milhões, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“O Museu do Ipiranga tem uma importância histórica incontornável para o País, e também para Portugal. Na qualidade de maior investidor português no Brasil, com uma trajetória de mais de 20 anos por aqui, a EDP não poderia ficar de fora deste importante investimento para preservação do nosso patrimônio histórico e cultural, à semelhança do que estamos fazendo com o Museu da Língua Portuguesa”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil. O evento contou com a presença de empresários e de Jorge Cabral, embaixador de Portugal no Brasil.

Durante a reunião, foi apresentado o projeto arquitetônico do Museu após a obra, que tem duração prevista de 30 meses. Além da adequação às normativas atuais de infraestrutura, acessibilidade, segurança e sustentabilidade, o edifício será ampliado em 5 mil metros quadrados.

A nova área proporcionará ao público novas facilidades, como área de exposições temporárias, auditório, salas para ações educativas, café e loja. A reinauguração está programada para 2022.

“Fomos ao encontro da USP, pois queremos contribuir e colocar o Museu em ordem para celebrar os 200 anos da Independência do Brasil, com este patrimônio restaurado. Temos esta missão e o comprometimento em ajudar nesta recuperação para os brasileiros de forma geral e também para toda a comunidade da língua portuguesa. Pois é uma obra que atende a todos que tem orgulho da origem lusitana. Fico muito feliz pelo sentimento pátrio de recuperação, e por Portugal dar um belíssimo exemplo com a EDP, que foi a primeira empresa que aceitou prontamente o nosso convite,” declarou o governador João Doria em evento no Palácio dos Bandeirantes.

“A participação da iniciativa privada é fundamental para concretização desse grandioso e necessário projeto para a renovação do Museu do Ipiranga. O apoio da EDP sinaliza uma nova etapa para o Museu do Ipiranga e para a Universidade no que se refere às formas de sustentabilidade financeira do Museu daqui em diante, para que ele possa cumprir de forma plena sua missão de pesquisa, cultural e educativa” destaca Solange Lima, Docente e diretora do museu do Ipiranga.

Museu que desperta paixões
Composto por um acervo de mais de 450 mil peças, entre objetos, documentos iconográficos e textuais do século XVI até meados do século XX, o Museu do Ipiranga é fundamental para a compreensão da sociedade brasileira.

O Museu foi aberto ao público em 1895 no edifício-monumento que ficou pronto em 1890. O prédio de arquitetura neoclássica marca o local onde teria acontecido a proclamação da Independência do Brasil, realizada em 1822, por D. Pedro I, às margens do riacho Ipiranga.

Uma das obras mais conhecidas de sua coleção é o quadro Independência ou Morte, pintado em 1888 pelo artista Pedro Américo. Fechado desde 2013, esse espaço cultural recebia uma média de 350 mil visitantes anuais.

“Estamos nos preparando para essa etapa e já temos a FUSP – Fundação de apoio à Universidade de São Paulo – como a entidade jurídica que vem administrando o projeto do ponto de vista financeiro. A FUSP atua há mais de 20 no gerenciamento de projetos e convênios que beneficiam as atividades da Universidade que envolvem parcerias público-privado,” conclui a diretora do Museu do Ipiranga.

Compromisso com o patrimônio cultural
A EDP acredita em apoiar a cultura e a arte dos países que falam português e evidenciam a riqueza e a diversidade do idioma, o mais usado no hemisfério sul do planeta. A valorização da língua é uma das bandeiras da Companhia, que garantiu o maior patrocínio à reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo: um investimento de R$ 20 milhões até 2019.

Para levar a experiência do Museu a todo o País, a EDP criou a exposição itinerante “A Energia da Língua Portuguesa”. Instalada em um caminhão, a mostra rodou o Brasil, levando cultura e informação sobre a língua a mais de 23 mil visitantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará. Ainda nessa frente, a Empresa foi apoiadora cultural da 25ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo e co-patrocinadora da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).

EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Geração, Distribuição, Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia. Possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, e atende cerca de 3,4 milhões de clientes pelas suas Distribuidoras em São Paulo e no Espírito Santo.

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