III Festival da Língua Portuguesa e cenas do mundo lusófono

A exposição que retrata o “Mundo Lusófono” homenageia o escritor Luís Vaz de Camões, em Ribeirão Preto. E crianças dos países de língua portuguesa trocam redações.

Da Redação

Um universo de embarcações ancoradas na memória da língua materna. Quem visita a exposição que marca a 3ª edição do Festival Criar da Língua Portuguesa, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, encontra neste ano com um cenário inusitado que relembra as grandes navegações portuguesas e os tentáculos que o idioma alcançou em sua trajetória. O evento, com abertura em 10 de Junho, acontece até dia 14, aberto à visitação das 9 às 21h. Além da mostra, o festival tem uma programação com palestras, uma mesa redonda especial sobre a Língua Portuguesa nos grandes vestibulares e atividades culturais, e tudo com entrada gratuita.

O festival é uma idealização do professor Luiz Claudio Jubilato, mantenedor do Criar. O grande atrativo este ano está na exposição, que foi criada pelo arquiteto Constantino Sarantoupolos e pela gerente de marketing do festival, Daniela Lui, também coordenadora geral do evento. O fio condutor da mostra é a obra “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, que narra a viagem de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia.

“Nossa intenção é fazer os visitantes viajarem no tempo e perceberem a abrangência do idioma”, explica o arquiteto. Outra curiosidade do festival que pretende chamar a atenção é um barco de seis metros, construído em ferro e plástico, que percorre desde dia 04 de junho, até chegar no Criar, às vésperas do evento.

Durante a passagem do barco pelas escolas, os estudantes puderam escrever cartas, com mensagens destinadas a estudantes de outros países que falam a língua portuguesa. “Depois do festival, essas mensagens serão encaminhadas às embaixadas de todos os países que fazem parte do mundo lusófono. Essa é uma proposta de interação cultural com estudantes que falam o idioma no mundo”, comenta o professor Jubilato.

A programação cultural conta com uma palestra sobre a Reforma Ortográfica, com o professor Luiz Claudio Jubilato, e uma mesa redonda com professores que atuam em universidades como USP, Unesp, UFSCAR, Unicamp. A mesa discute as principais inovações da prova de Língua Portuguesa nesses vestibulares. No dia 14 de junho, acontecem palestras sobre “A chegada da Família Real ao Brasil”, que neste ano completa 200 anos. As palestras serão ministradas por professores discutirão o tema sobre vertentes como história, política, literatura, costumes e artes. Saiba mais em www.cursocriar.com, ou pelo telefone (16) 3610- 2417.

A exposição A exposição que ilustra o III Festival Criar da Língua Portuguesa será dividida em quatro estações. Os espaços foram intitulados como: “O significado das palavras”, “Camões”, “Cultura e curiosidades sobre os países lusófonos” e “O acordo ortográfico”. Todas elas resgatam significados e curiosidades sobre o mundo lusófono, que congrega oito países que falam a língua portuguesa, Brasil, Angola, Timor Leste, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

A cultura destes países será retratada em uma instalação interativa, com figurinos, receitas de pratos típicos, fotos e outros elementos que ilustram os hábitos e a história de cada povo. Como recurso audiovisual, haverá também interferência nas paredes do local com jornais dos países em questão e exibição de vídeos.

A estação dos significados contará com mensagens nas garrafas, do tipo das que eram jogadas ao mar, mas a brincadeira será descobrir os diferentes significados das nossas palavras. O festival também taz uma exposição de painéis com a história de Luís Vaz de Camões, cedidas pelo Instituto Camões, sediado em Brasília. Outra instalação abordará o tema da mudança ortográfica e trará painéis, como uma mapoteca, onde serão mostradas como são e como ficarão as palavras.

Será ainda apresentada a exposição "Imagens em Língua Portuguesa" da fotógrafa Regina Santos. Esse trabalho mostra a cultura e, sobretudo, os sentimentos, desejos e sonhos das populações dos países lusófonos. A exposição é resultado de uma maratona de viagens da fotógrafa no ano de 2003.

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