Governo lança prêmio Autárquico em homenagem a Aristides de Sousa Mendes

Da Redação

O Ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, participaram na sessão virtual de lançamento do Prêmio Autárquico “Aristides de Sousa Mendes e outros salvadores portugueses – Holocausto, valores universais, humanismo e justiça”.

A premiação integra o «Projeto Nunca Esquecer – Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto», é uma distinção honorífica e de natureza não pecuniária, que será entregue às autarquias que, por sua iniciativa ou em articulação com a sociedade civil, promovam práticas, programas ou projetos de elevado mérito e interesse público, em cinco categorias: Coesão Social e Comunitária; Artes, Patrimônio e outros domínios Culturais; Modelar o Futuro sobre memórias e experiências vivas; Diferenciação, inovação, criatividade; e Fazer Acontecer.

Na sua intervenção, o Ministro Santos Silva frisou que “conservar a memória do Holocausto é também conservar o nosso dever cívico de combater todas as formas de discriminação e de perseguição, em razão de convicções, de fés e de pertenças.”

“Por alguma razão, o dia em que Aristides de Sousa Mendes iniciou a parte final da sua prática de conceder vistos – e, assim, a vida e a liberdade a milhares de pessoas, em Bordéus – é hoje considerado o Dia da Consciência. E o que nós queremos é que se mantenha essa consciência da importância de termos uma formação humanista e de em todas as circunstâncias prezarmos os diretos de todos e a dignidade de cada um”, declarou o ministro.

O encerramento da sessão coube à Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública. “O Poder Local constitui-se como o espaço político de excelência para a promoção dos direitos humanos, por duas razões fundamentais: uma, pelo conhecimento mais próximo da realidade e uma maior capacidade de intervenção sobre o caso concreto; a segunda, pela promoção da coesão social que representa, por ser a presença do Estado em todo o território” disse.

Alexandra Leitão acredita que “cenários de crise como o atual expõem ainda mais a fragilidade das franjas mais desfavorecidas da população e é nestes momentos que cabe ao Estado o importante papel de assegurar a coesão social” declarou, defendendo ainda que o Estado social é o “melhor antídoto contra fenômenos radicais, racistas e xenófobos”.

Nesta sessão de lançamento do Prémio participaram também Jorge Veloso, Presidente da Associação Nacional de Freguesias; Manuel Machado, Presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP); Sónia Pereira, Alta-Comissária para as Migrações e Presidente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial; Esther Mucznik, Presidente da Associação Memória e Ensino do Holocausto –Memosho; e Marta Santos Pais, Comissária do Programa Nacional «Nunca Esquecer – em torno da Memória do Holocausto».

Cada autarquia local pode candidatar até duas práticas, programas ou projetos diferenciados entre si, permitindo-se a possibilidade de candidaturas conjuntas entre autarquias locais de territórios diferenciados, mas com trabalhos apresentados comuns. As autarquias locais podem candidatar -se por associação com outras entidades, públicas ou privadas, ou com cidadãos maiores de 18 anos residentes em Portugal.

As candidaturas são apresentadas pelas autarquias locais em suporte digital e remetidas para o endereço eletrônico [email protected]

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, França, emitiu vistos que salvaram milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo às ordens do então presidente do conselho, António de Oliveira Salazar, que liderava o governo.

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