Eurovisão: Israel vence Festival da Canção e Portugal fica em último lugar

Da Redação
Com Lusa

No dia 12, Israel venceu, pela quarta vez, o Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Toy”, interpretado por Netta, enquanto a canção portuguesa, “O Jardim”, interpretada por Cláudia Pascoal e escrita por Isaura, ficou em último lugar.

Israel foi o país que obteve maior pontuação (529 pontos), atribuída pelos espectadores de cada país e pelos júris nacionais dos 43 países que participaram na edição deste ano, embora apenas 26 canções tenham competido na final.

A final da 63.ªedição do Festival Eurovisão da Canção decorreu na noite de sábado na Altice Arena, em Lisboa.

O português Salvador Sobral, ganhador da última edição do Festival da Canção, tinha considerado o tema de Israel “horrível”. O cantor porém foi quem entregou a premiação ao país, nesta final como manda as regras do evento. “De repente, o YouTube achou que eu iria gostar da canção de Israel. Então, abri aquilo e saiu-me de lá uma música horrível. Eu pensei: YouTube, muito obrigado, mas não é por aqui”, disse anteriormente Salvador Sobral.

Em Israel, milhares saíram às ruas para celebrar a vitória do seu país no Festival. Os fãs inundaram a praça Rabin em Telavive, em frente à Câmara Municipal, depois de Netta Barzilai ter vencido o festival com a música de ‘techno dance’ “Toy” (“Brinquedo”, em português).

Netta, de 25 anos, tornou-se uma sensação em Israel graças à sua confiança, carisma e às suas ‘performances’ em palco, que incluem um som a imitar uma galinha e palavras difíceis de decifrar, assim como o uso de sintetizador.

A vitória – a primeira de Israel desde 1998 e a quarta desde que participa no festival – significa que para o ano o país do Médio Oriente vai receber a competição.

Segundo a agência Associated Press (AP), perante a sua situação no Médio Oriente, é com grande orgulho que Israel celebra os sucessos internacionais que reforçam a sua imagem, festejando mesmo pequenas realizações desportivas e culturais de forma desproporcionada. A Eurovisão é vista como a prova de que o Estado judaico pode superar aqueles que tentam boicotá-lo por causa do tratamento ao povo palestiniano.

“Aleluia” tornou-se a canção nacional não oficial de Israel depois de vencer a Eurovisão nos anos 1970 e Dana International tornou-se uma heroína nacional e ícone transgênero global quando venceu com “Diva”, em 1998.

Após a vitória de sábado em Lisboa, Netta recebeu telefonemas de felicitações dos líderes políticos do país, incluindo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. “É um momento de alegria que nos junta a todos, é um consenso”, disse Izhar Cohen, que conquistou a primeira coroa de Israel na Eurovisão, há 40 anos, citado pela AP, considerando que o concurso permite agregar um país separado por “tantas visões e lados políticos”.

Quando foi declarada vencedora da 63.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, Netta gritou no palco da Altice Arena, em Lisboa: “Eu amo o meu país. Da próxima vez, em Jerusalém!”.

No entanto, no final da conferência de imprensa com a vencedora, um dos diretores do festival, Jon Ola Sand, disse que ainda “não foi definida cidade nem data”.

Israel ganhou a Eurovisão quando celebra o Dia de Jerusalém, o aniversário da ‘unificação’ da cidade após a guerra de 1967, e nas vésperas de os Estados Unidos abrirem oficialmente a sua embaixada na cidade, esta segunda-feira.

Israel conquistou Jerusalém Oriental, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, na guerra de 1967. Os palestinianos continuam a reclamar Jerusalém Oriental como a capital do seu futuro estado.

A aparência física de Netta acabou com as noções tradicionais sobre o que é preciso para ser uma estrela ‘pop’, tendo-se tornado um modelo para muitas mulheres. O seu peso, as cores fortes com que se veste e os movimentos da galinha tornaram-se a sua marca.

“Muito obrigada por escolherem diferente. Muito obrigada por aceitarem as diferenças entre nós. Obrigada por celebrarem a diversidade”, disse Netta, no seu discurso de vitória.

Durante a final 2018, o português Salvador Sobral apresentou o tema vencedor do ano passado ao lado do cantor brasileiro Caetano Veloso, numa apresentação conjunta no palco da Eurovisão. Confira momentos da final do festival 2018:

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