Casa da Frontaria Azulejada passa por reforma no litoral paulista

Da Redação

A recuperação do telhado, troca de calhas, rufos e madeiramento faz parte da reforma da Casa da Frontaria Azulejada, patrimônio histórico construído em 1865 e atualmente sob gestão da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams). As intervenções começarão em março e devem ser concluídas em três meses.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa destinou recursos suplementares à FAMS, decidido a recuperar e colocar em atividade equipamento.

Os trabalhos terão custo de quase R$ 200 mil e estarão a cargo da empresa que vencer, dia 8, uma ata de registro de preços para a realização de serviços de manutenção de prédios à Prefeitura.

A tão conhecida e elogiada fachada, feita com azulejos em alto relevo, também passará por revisão.

“Nosso objetivo é, tão logo concluir a reforma do espaço, colocá-lo à disposição para atender eventos e festivais que acontecem no Centro Histórico, inclusive o Santos Café e o Santos Geek”, destaca o diretor-presidente da Fams, Luiz Guimarães.

História

A Casa da Frontaria Azulejada foi construída como um sobrado de dois andares, em estilo neoclássico para residência e armazém do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Neto.

Concebida em forma de U, a construção tinha a abertura voltada para o mar e ia até o porto, o que facilitava o processo de carga e descarga das mercadorias.

Depois, o imóvel foi usado como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de adubos químicos, sendo tombado em 1973 pela então Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que proibiu o dono de utilizá-lo para a guarda de fertilizantes. Anos mais tarde, vieram os tombamentos do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de Santos (Condepasa).

Em 1986, a Prefeitura de Santos desapropriou o imóvel, que já estava sem o teto e o piso superior. Em 1992, a fachada foi completamente restaurada com a estrutura da porta original e dos azulejos.

De 1996 a 2005, a Casa da Frontaria Azulejada abrigou em seu anexo o Arquivo Permanente da Fams. Em 2007, foi inaugurado oficialmente o Espaço Cultural Frontaria Azulejada, concebido para receber atividades culturais. Desde setembro de 2012, o espaço cultural abriga a sala Serafim Gonzalez para pequenas exposições, palestras e cursos.

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