Casa da Frontaria Azulejada de comendador português entra em manutenção em Santos

Da Redação

Patrimônio histórico construído em 1865, a Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico, entrou em manutenção no início desta semana. Os trabalhos, supervisionados pela Secretaria de Serviços Públicos (Seserp), compreendem reparos no telhado, nas telhas e na estrutura de madeira.

Também será feita a troca das calhas de metal e manutenção das colunas de metal que sustentam a estrutura do telhado. Os serviços ainda incluirão revisão elétrica e reposição de azulejos, e devem ser concluídos até fevereiro.

A Frontaria Azulejada foi construída como um sobrado de dois andares, em estilo neoclássico, para residência e armazém do comendador português Manoel Joaquim Ferreira Neto. A construção tinha a abertura voltada para o mar e ia até o porto, o que facilitava o processo de carga e descarga das mercadorias.

Depois, o imóvel foi usado como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de adubos químicos, sendo tombado em 1973 pela então Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que proibiu o dono de utilizá-lo para a guarda de fertilizantes.

Anos mais tarde, foi tombada pelos conselhos de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e de Defesa do Patrimônio Histórico de Santos (Condepasa).

RESTAURAÇÃO

Em 1986, a Prefeitura desapropriou o imóvel e, em 1992, a fachada foi restaurada com a estrutura da porta original e dos azulejos. De 1996 a 2005, abrigou em seu anexo o Arquivo Permanente da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams).

Em 2007, foi inaugurado o Espaço Cultural Frontaria Azulejada. Desde setembro de 2012, ele abriga a sala Serafim Gonzalez para pequenas exposições, palestras e cursos.

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