Arménio Vasconcelos imortalizado pela Academia Brasileira de Belas Artes

Casa típica no Rio de Janeiro foi palco da cerimônia

Ígor Lopes (Portugal)- O presidente da Casa-Museu Maria da Fontinha, Arménio Vasconcelos, foi homenageado, no Rio de Janeiro, com o título Acadêmico Honoris Causa pela Academia Brasileira de Belas Artes (ABBA), tornando-se o terceiro português imortalizado pela entidade.

O evento, que teve lugar no Salão Nobre da Casa das Beiras, marcou a festa de confraternização dos membros da Academia de Letras e Artes de Paranapuã (ALAP), que cedeu o espaço para que a ABBA levasse a cabo a cerimônia de homenagem a Arménio Vasconcelos e aos brasileiros Gerdal dos Santos, radialista, e T. Brasil, artista plástica, que faleceu no passado dia 5.

Segundo Arménio Vasconcelos, o prêmio foi motivo de grande alegria. “Poder estar ao lado de nomes como os que compõem aquela Academia é uma honra para um homem que nasceu numa aldeia da Serra de São Macário, em frente ao Montemuro. Acho que isso é, também, fruto da simpatia dos nossos irmãos brasileiros e dos homens das artes que têm elevado a nossa Casa-Museu ao ponto em que ela se encontra hoje em dia”.

A homenagem tem ainda um significado especial, já que apenas dois portugueses faziam parte da lista de imortalizados da Academia, sendo eles o já falecido Azeredo Perdigão, ex-presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, e o ex-embaixador Manuel Fragoso. Com a homenagem, Arménio Vasconcelos torna-se o terceiro nome a representar Portugal numa das mais importantes entidades culturais da América do Sul.

“Ter sido imortalizado pela ABBA é o realizar de um sonho. Fazer parte dessa equipa, nem que fosse como um mero suplente, já era motivo de um grande regozijo. Sinto-me honrado e feliz por este momento, que caracteriza-se por ser um grande passo na ligação entre Brasil e Portugal. Esta Academia têm feito um trabalho maravilhoso, não só em relação às artes no Brasil mas também em Portugal”, afirmou Arménio Vasconcelos.

Durante o seu discurso, Arménio Vasconcelos aproveitou para lembrar que a Casa-Museu está aberta, tem lugar para todos e quaisquer artistas plásticos do Brasil. “Dezenas de artista plásticos brasileiros usaram as nossas instalações, permanecendo lá a pintar e a esculpir para depois apresentarem as suas obras em exposições. Temos muita honra em acolher qualquer pessoa do Brasil que nos procure com o estatuto de artista plástico”, sublinhou.

De acordo com Iracy Carise, presidente da ABBA, o objetivo da iniciativa foi “valorizar, acima de tudo, a cultura”.

Por seu turno, a presidente da ALAP, Eliane Dantas, classificou de “muito importante” a união das Academias em prol da cultura.

E por que a vida cultural pode ser a alma do negócio, Arménio Vasconcelos trouxe para Portugal cerca de 40 quadros que foram oferecidos, no final da cerimônia, por artistas brasileiros à Casa-Museu. Mas a ligação cultural entre os dois países não pára por aí. Ao todo, a Casa-Museu, localizada em Castro Daire, conta, no seu acervo, com trabalhos de mais de 310 artistas plásticos brasileiros, num total de 600 artistas representados.

A Academia Brasileira de Belas Artes foi fundada em Abril de 1948 com o objetivo de divulgar e promover a arte, com relevo para as artes plásticas, arquitetura e música.

A Academia possui 152 acadêmicos, dentre eles nomes de peso, como Candido Portinari, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, entre outros, divididos em três categorias: Eméritos, de Grau e Livres.

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