Alunos de Arquitetura e Engenharia aprendem sobre restauro na Sala Princesa Isabel

Da Redação

Em Santos, litoral paulista, a Sala Princesa Isabel, que passa por obras de restauro no Paço Municipal, foi sala de aula nesta terça-feira para estudantes e profissionais de Arquitetura e Engenharia Civil.

Eles aprenderam como fazer um projeto de restauro, como se dá a contratação de uma obra pública desta natureza e literalmente vivenciaram um cenário de obras, já que puderam ver de perto as equipes trabalhando na restauração de pinturas artísticas do teto.

A atividade fez parte da programação da 2ª Jornada Santista do Patrimônio Histórico, organizada por profissionais da área e pelas universidades de Santos.

Todo o trabalho, a cargo da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi), foi apresentado pelo chefe do Departamento de Obras Públicas, o arquiteto Ronald do Couto Santos.

“O objetivo é desmistificar para o aluno a obra de restauro, que é um segmento muito específico da Arquitetura e da Engenharia”, afirmou ele, ressaltando que se trata de restauro integral da sala, o que inclui elementos decorativos, pinturas, mobiliários, piso, acabamento de carpete, lustres, plafon, arandelas e vitrôs.

Os alunos também puderam ver os moldes dos elementos pré-fabricados como florões e molduras. “No local, a gente aprende muito mais. Já fiz estágio em empresa de restauro, então, muitas coisas que estão falando aqui estou lembrando”, disse a estudante Mariana Alves dos Santos, 22 anos, moradora da Ponta da Praia, que está no 5º semestre de Engenharia Civil na Unip.

Recém-formada, a arquiteta Thaiane Vilas Boas, 25, veio de Minas Gerais para participar. Ela trabalha na área de restauro e patrimônio da Prefeitura de Conceição, município mineiro.

“Restauro é um assunto pouco abordado. Temos uma visão muito superficial na faculdade e eles aprofundam aqui. Essa visita técnica mostra a prática, pois na faculdade vemos muitas obras começando do zero, mas o restauro é pouco visto”, contou ela, formada em Uberaba. Nesta quarta-feira, novo grupo de estudantes faz visita técnica.

O projeto para recuperar o espaço de 175 m², que tem plenária e duas galerias (59 lugares), decoração eclética tardia e inspiração neoclássica, é do arquiteto Ney Caldatto, da Siedi.

A Construtora Tecnibras, vencedora da licitação, deve terminar os serviços até dezembro. O valor da obra é de R$ 2,34 milhões, com recursos do Dadetur.

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