Timor pede apoio à comunidade internacional

 

Crise política precisa de auxílios militares para ser ponderado

 

Da Redação

 

O governo timorense pediu ajuda à comunidade internacional pela atual situação do país localizado no sudeste asiático. O presidente timorense Xanana Gusmão fez um apelo à ONU – Organização das Nações Unidas, para que uma força multinacional fosse enviada ao país.

 

Timor-Leste vive uma crise político-militar, a qual não está sendo controlada pelo Estado, e seus dirigentes pediram o auxilio, especialmente de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, para que enviassem forças militares e policiais ao país, com o intuito de acalmar os revoltosos.

 

A ONU alertou a comunidade internacional sobre a situação no país, após novos atos de violência. A revolta está sendo comandada por Alfredo Reinado, oficial das Forças Armadas Timorenses, e se iniciou em abril, quando 600 soldados que foram demitidos entraram em confronto com as tropas do governo. Até o momento, nove pessoas morreram e milhares fugiram do país.

 

No dia 25 de maio, o Conselho de Segurança da ONU declarou que continuará monitorando a evolução da situação interna do Timor-Leste. As Nações Unidas tem auxiliado o país desde o processo de independência há quatro anos, após ser invadido pela Indonésia nos anos 70 e assim permanecido no seu domínio até 2000.

Timor-Leste tornou-se totalmente independente em 20 de maio de 2002, após as eleições darem a vitória ao presidente Xanana Gusmão. O país é o único do continente que tem o português como uma de suas línguas oficiais.

 

Portugal

 

Em Portugal, José Sócrates, Primeiro-Ministro, afirmou que responderia positivamente ao pedido de Gusmão. O ministro dos Negócios Estrangeiros, José Freitas do Amaral, pediu aval ao Conselho de Segurança da ONU para enviar a ajuda internacional a Timor.

 

Sócrates confirmou o envio de um contingente militar da Guarda Nacional Republicana para o país, devendo mandar 125 homens. Este envio se insere numa missão internacional e tem como principal missão repor a ordem no território, que foi colônia de Portugal até o ano de 1975.

 

O governo brasileiro divulgou que está acompanhando a situação junto a Embaixada do Brasil em Dili, e que presta assistência à comunidade brasileira no Timor, cerca de 250 pessoas. “O Brasil considera muito positiva a colaboração prestada por países amigos (Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal) que, a pedido do Governo de Timor Leste, estão cooperando com os esforços de restauração da ordem interna” divulgou o Ministério das Relações Exteriores.

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