São Paulo estuda abertura de centro de negócios em Macau

Da Agencia Lusa

 

A cidade de São Paulo quer abrir um centro de negócios em Macau como "plataforma e vitrine" para a China, disse à Agência Lusa Alfredo Cotait Neto, secretário para as Relações Internacionais do município.Alfredo Neto esteve em Macau no comando de uma delegação empresarial de São Paulo e participou de uma conferência sobre oportunidades de negócios entre São Paulo e Macau, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (Ipim)."Pensamos em, eventualmente, dentro da área do Ipim, ficar com espaço para um centro de negócios entre São Paulo, Macau e China, principalmente porque precisamos recolher mais informações para divulgar junto a nossas empresas", disse o responsável, que lidera a missão formada por 20 companhias de áreas como serviços, indústria, engenharia, química e organização de eventos.Esta é a primeira missão de São Paulo em Macau. O contato com a China foi iniciado no ano passado, com uma missão de reconhecimento que passou por Pequim, Xangai e Hong Kong. A nova viagem se concentra agora no Delta do Rio das Pérolas, com visitas a Cantão – capital da província de Guangdong -, Shenzhen, Macau e Hong Kong.Alfredo Neto destacou ainda que muitas portas podem se abrir para São Paulo na China com as reuniões do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa."Esta grande idéia de se fazer a ponte com a China por meio de Macau é uma estratégia de inteligência do governo chinês ao manter em Macau a cultura portuguesa, mas também esta ligação comercial, abrindo um caminho para que possamos olhar o mercado da China com muito mais interesse", declarou.Alfredo Neto também não afasta a possibilidade de profissionais brasileiros de vários setores – como medicina – poderem se estabelecer em Macau e disse estar interessado em estudar o reconhecimento das habilitações para criar oportunidades.O representante da prefeitura de São Paulo destaca também a importância de "colocar em diálogo" os empresários, e não apenas focar o interesse na concretização de negócios."Em uma missão empresarial, principalmente com pequenas e médias empresas, o interesse é que eles encontrem intermediários em Macau para que possam conversar. Uma missão não tem como objetivo o fechamento de negócios ali mesmo, mas sim reconhecimento, análises de oportunidades e conversa", explicou.O Brasil é, no contexto dos países de língua portuguesa, o maior parceiro da China. Até agosto deste ano, dos US$ 27,8 bilhões de produtos comercializados entre o gigante asiático e a lusofonia, US$ 17,9 bilhões correspondem ao Brasil.

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