Presidente do Timor sofre atentado em casa

Mundo Lusíada

Manuel de Almeida/Lusa

VIOLÊNCIA >> Foto de arquivo de 13 de Maio de 2006 de Alfredo Reinado (E) Xanana Gusmão (D) e Ramos Horta. O major Reinado morreu na emboscada ao presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que foi ferido no estômago e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão também foi vitima de um ataque, 11 de Fevereiro de 2008 em Dili.

O presidente timorense José Ramos-Horta sofreu um atentado, na manhã do dia 11, em sua própria casa enquanto fazia exercícios.

Liderado pelo ex major Alfredo Reinado, o ataque acabou levando Ramos-Horta para um hospital na Austrália, com um tiro no estômago e outro no braço. Seu estado é "muito sério, mas estável" garantiu o premiê australiano Kevin Rudd. Ele estaria respirando com ajuda de aparelhos.

Para o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que também foi alvo de ataque no mesmo dia na capital Díli, as ações são uma tentativa de "golpe de estado".

O carro de Xanana foi alvo de tiros nesta mesma manhã, mas ele não ficou ferido. Já o ataque contra Ramos Horta, matou um segurança do presidente, e o líder do atentado Reinado.

Alfredo Reinado é considerado um militar rebelde, foi chefe da polícia timorense, e deixou o cargo em 2006 denunciando corrupção entre militares. Combatendo o governo de Ramos Horta, se refugiou nas montanhas com mais 200 soldados.

O país mais jovem do mundo, Timor-Leste, foi uma colônia portuguesa até a dominação indonésia, a qual o país só conseguiu se libertar em 2002.

Presidente do Timor desde maio de 2007, Ramos Horta (Nobel da Paz) defendeu uma independência pacífica do país contra a ocupação da Indonésia, que durou de 1975 até 1999.

CPLP A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa divulgou comunicado prestando solidariedade ao Gabinete do presidente do Timor-Leste, e ao Primeiro-ministro, repudiando o ataque de que foram alvos.

Em nome do embaixador Luís Fonseca, a nota diz que o atentado é “tanto mais condenável quanto é sabido que a não-violência, o diálogo e o respeito pelos direitos do homem têm sempre norteado a vida e a ação política do Dr. Ramos Horta”.

Dizendo ser um momento de "inquietação e angústia para os povos e autoridades dos Estados que integram a CPLP", o embaixador deseja recuperação rápida, manifestando solidariedade por parte de todos países membros.

“Desejo ainda reiterar o empenho do Secretariado Executivo em trabalhar com os restantes Estados membros para, em colaboração com o governo timorense, o apoiar nos seus esforços de edificação de uma sociedade próspera, democrática e livre”, traz a nota do Secretário Executivo.

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