Nutricionistas apoiam alimentação escolar contra obesidade em países lusófonos

Da Redação

Os novos programas de alimentação criados na África incluem uma linha nutricional “muito forte” apoiada por especialistas que organizam cardápios para os alunos.

A experiência foi inspirada em um programa do Brasil, segundo o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, Daniel Balaban.

“O Brasil tem um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo e serve de paradigma. A experiência serve de exemplo para mais países em desenvolvimento, porque é um programa que atinge todas as escolas públicas com alimentos saudáveis criados por nutricionistas e ligados à compra dos pequenos agricultores familiares. É um exemplo concreto para os países do mundo e, principalmente, para os irmãos de língua portuguesa”.

Falando de Abidjan, na Cote d’Ivoire, o representante disse, segundo a ONU News, que a ênfase em alimentos balanceados como frutas, verduras e legumes pretende evitar a obesidade. No final de março, o país também conhecido como Costa do Marfim vai acolher um novo centro africano que deve promover a merenda escolar na região.

Daniel Balaban contou que outra inovação nessas iniciativas é a educação sobre nutrição, através da qual se explica aos alunos qual a razão de comer esses alimentos e não os que têm grandes quantidades de calorias.

Política Brasileira
“Os países de língua portuguesa, como Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Angola, todos estão a receber algum tipo de parceria para criação de programas sustentáveis de alimentação escolar. Já fizemos eventos em Cabo Verde e agora devemos participar dentro em breve numa reunião com Moçambique que criou o programa nacional de Alimentação Escolar, Pronae, inspirado pela política brasileira de alimentação escolar.”

Cerca de um quarto dos 41 milhões de crianças no mundo com menos de cinco anos com excesso de peso vivem na África, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A parceria com o Centro de Excelência contra a Fome chega aos 55 países da região, incluindo os lusófonos. Na colaboração que faz parte da Cooperação Sul-Sul, a União Africana difunde as boas práticas e coordena o desenvolvimento de programas entre países.

O Centro de Excelência contra a Fome destaca que esta iniciativa também facilita a produção e o acesso aos mercados de milhões de pequenos produtores locais.

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