Moçambique depois de tempestades

Da Redação
Com EBC

Na costa sudeste da África, Moçambique ostenta o posto de estar entre os 35 países com maior área territorial do planeta. Mas ainda vive de maneira precária na maior parte da zona rural.

A seca é sempre uma ameaça para a agricultura de subsistência feita com pouca ou nenhuma tecnologia. E um ciclone é um fenômeno capaz de mais destruições. Só no primeiro semestre de 2019, Moçambique foi alvo de duas tempestades que devastaram a região central – Ciclone Idai – e depois o norte do país – Ciclone Kenneth.

O país recebeu a ajuda humanitária de outros governos e de organizações internacionais para amenizar o sofrimento de milhares de famílias desabrigadas, sem estradas, sem alimentos, sem a colheita das pequenas hortas.

O programa Caminhos da Reportagem acompanhou uma das missões do Comitê Internacional da Cruz Vermelha – CICV -, no período em que os moçambicanos choravam a morte de mais de mil pessoas.

A chance de acompanhar a missão foi um prêmio de reportagem e uma experiência descrita em belas imagens e ótimas entrevistas. A equipe foi aos vilarejos na zona rural, onde professores são desafiados a manter as alunas de 13 e 14 anos na escola.

Pelas regras culturais da sociedade rural do país, uma menina nessa idade é pressionada a deixar os estudos para ter sua própria família, ou, quando segue na cidade grande, volta porque não quer ser empregada doméstica na casa da família que a acolheu ou entrar para a estatística de vítima de abuso sexual.

Nos vilarejos atingidos pelas cheias, famílias contam como sobreviveram depois de ficar quatro dias em cima das árvores, esperando o nível das águas baixar. A equipe encontrou bombeiros brasileiros da Força Nacional que ajudaram no resgate de sobreviventes das cheias.

A importância das árvores na cultura moçambicana e as mulheres foram temas abordados em entrevistas exclusivas com o escritor Mia Couto, a antropóloga visual Karen Boswall e o professor Noé José Pandango, de Estaquinha, zona rural de Sofala. Um panorama da cultura de um povo africano, que tem mais pontos em comum com o Brasil do que os próprios brasileiros imaginam.

O programa Caminhos da Reportagem vai ao ar nesta terça-feira às 22h30, pela TV Brasil.

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