Macau: Desfile de Dragão anima primeiro dia do Ano Novo Chinês

Participantes nas festividades das boas vindas ao novo Ano do Dragão nas ruas de Macau, que celebrou em 23 de janeiro o primeiro dia do calendário lunar chinês, Macau, China. Foto: CARMO CORREIA / LUSA

Da Redação
Com Lusa

Macau recebeu o novo Ano Lunar dia 23 de janeiro com o desfile de um dragão gigante, de 238 metros de comprimento, num dia que encerrou, pela primeira vez, com um espetáculo de fogo de artifício.

Às primeiras horas da manhã, o dragão foi “vivificado” nas Ruínas de S. Paulo – um dos principais ícones da cidade – pelas mãos do diretor dos Serviços de Turismo, Joaão Costa Antunes, percorrendo depois alguns dos mais importantes pontos de atração turística do território para “espalhar” votos de “Kung Hei Fat Choi”, que significa “prosperidade neste novo ano”.

Seguido de uma queima de panchões – cartuchos de pólvora – no Largo do Senado, cujo barulho, na tradição chinesa, afasta os maus espíritos do novo ano.

O “Deus da Fortuna” ficou responsável por distribuir os tradicionais “lai-sis” – envelopes vermelhos com dinheiro – por quem passa pelo local, que constituirá o palco de um espetáculo de música e dança inserido no calendário oficial de celebrações desta quadra festiva e tão especial para os chineses.

As iniciativas promovidas pelo Governo desta Região Administrativa Especial da China são vastas, desde atividades culturais – como exposições e palestras – a eventos desportivos.

Apesar dos três dias de feriado oficial – muitas empresas privadas decidiram estender as folgas até ao fim de semana depois de terem sido “aconselhadas” por mestres de Feng Shui -, vários organismos dependentes do Instituto Cultural estiveram abertos ao público, promovendo durante esses dias várias atividades.

O Museu de Macau, é um dos locais que ficaram de portas abertas para receber os que procuram a exposição “Uma Dança Arrojada – O Festival do Dragão Embriagado em Macau”, para conhecer mais a tradição popular incluída no Patrimônio Cultural Imaterial de Macau.

Esta é uma festividade com mais de 2000 anos, envolta em todo o tipo de superstições que pretendem afastar os maus presságios e que leva os chineses a rezar no templo, a jogar nos casinos e a rebentar panchões para garantir 12 meses de sorte.

As ruas de Macau estão engalanadas de encarnado e dourado, as cores dominantes por significarem prosperidade, e cheias de turistas, a maioria oriunda do interior da China, já que se trata do único período de férias anula para muitos chineses.

Entre tradições, superstições ou pura curiosidade, a população de Macau, chinesa, portuguesa e de outras comunidades, associa-se à festa e cumpre rituais de uma lista longa que engloba a limpeza das casas, a colocação de pequenas tangerineiras à entrada de casa ou do trabalho e muitas flores.

Na véspera e por tradição, as famílias reúnem-se à mesa para degustarem um total de 14 pratos, os mais velhos fazem oferendas aos antepassados, joga-se mahjong (uma espécie de dominó) e ao soar das 12 badaladas toma-se um banho com folhas da árvore de pomelo para lavar a energia negativa do ano que acaba.

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