Fiocruz leva treinamento de segurança alimentar a Moçambique

Da Redação

Estudantes e profissionais de Nutrição, da cidade de Beira, província de Sofala (Moçambique), estão participando, nesse mês de novembro, de um treinamento em Medidas Antropométricas e em Entrevistas de Campo, ministrado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O objetivo é capacitá-los para realizar um Recordatório 24 horas – técnica que consiste em definir e quantificar todos os alimentos e bebidas ingeridas no período anterior à entrevista, nesse caso, nas últimas 24h – para avaliar o estado nutricional de crianças, de 6 a 59 meses, residentes na cidade.

O treinamento faz parte do Programa de Formação em Segurança Alimentar e Nutricional em Beira, visando o desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde de Moçambique e de Governança na área de Segurança Alimentar e Nutricional. O Programa é fruto de uma parceria entre a Fiocruz e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

O estudo que analisa o perfil antropométrico de crianças de 6 a 59 meses em Beira, faz parte da dissertação de mestrado acadêmico em Saúde Pública, do estudante moçambicano Matias Culpa, realizado na Fiocruz Pernambuco, cuja a orientadora e co-orientadora são respectivamente, as pesquisadoras Eduarda Cesse (Fiocruz Pernambuco) e Denise Oliveira e Silva (Fiocruz Brasília). Eduarda e Denise também estão responsáveis por esta etapa da formação no país africano. Matias realiza os seus estudos no Brasil com bolsa financiada pela Borloug Higner Education for Agricultural Research and Development (BHEARD), da Universidade de Michigan, que também viabilizou a ida da pesquisadora pernambucana à África.

A formação em segurança alimentar e nutricional segue em Beira até dia 15 de novembro, sendo ministrada por Denise Oliveira e Silva. Na semana passada, Eduarda Cesse seguiu para a capital Maputo, para se reunir com dirigentes do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, para discutir ações da Rede de pesquisa e formação em saúde: cooperação sul-sul entre a Fiocruz e Instituições Moçambicanas.

Embora esta rede de cooperação tenha sido aprovada no citado edital de março de 2019, as relações Fiocruz-Moçambique são bem anteriores. Em um pouco mais de uma década, a Cooperação Fiocruz-Moçambique já permitiu a formação de mais de 40 mestres moçambicanos em Ciências da Saúde, 14 em Gestão de Sistemas de Saúde (mestrado este realizado numa parceria entre a Fiocruz Pernambuco e a Escola Nacional de Saúde Pública [Ensp/Fiocruz]).

Destaca-se ainda o inicio, em 2019, da primeira turma de doutorado em Ciências da Saúde. A cooperação com Moçambique também se dá por meio treinamento de funcionários e da instalação de uma fábrica de medicamentos em Maputo.

O trabalho desenvolvido na parceria entre a Fiocruz e o INS/Misau se insere no âmbito da cooperação estruturante que a Fiocruz realiza com países africanos. O objetivo é formar quadros locais para o fortalecimento e gestão do sistema de saúde moçambicano.

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