Brasil e Portugal destacam-se no aumento real de salários em países de língua portuguesa

Da Redação

Os salários aumentaram 1,8% a nível global em 2017, segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgada pela ONU.

De acordo com o Relatório Global de Salários, lançado esta segunda-feira em Genebra, o índice está abaixo dos 2,4% de 2016. A taxa é considerada a mais baixa desde a crise financeira global em 2008.

O Brasil destaca-se entre os países de língua portuguesa com um aumento salarial em termos reais de 2,3% em 2017. Essa taxa marca uma recuperação de crescimentos negativos de -0,3, em 2015-2016, e de -1,9 em 2016-2017

No ano passado, a região da América Latina e Caribe teve um ligeiro crescimento dos salários reais em relação a 2016, que esteve abaixo de 1%.

No posicionamento dos lusófonos, segue-se Portugal, com um aumento de 0,4%, enquanto Moçambique teve uma taxa negativa de 4% nesse período.

Em relação a Angola, não existem valores anuais, mas o país subiu 3,1% na última década. No mesmo período, Moçambique cresceu 3,7%.

Sobre este tema, o relatório não inclui dados sobre as taxas de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Obstáculos
Na África, os salários reais parecem ter caído globalmente em 2017. Os motivos principais foram as taxas de inflação muito altas com a desvalorização da moeda no Egito e a queda de salários reais na Nigéria.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que agora é reconhecido de uma forma mais ampla que o crescimento lento dos salários se tornou um obstáculo para alcançar um crescimento econômico sustentável.

De acordo com o documento, nos últimos 20 anos, os salários médios reais quase triplicaram nos países emergentes e em desenvolvimento do G20. Mas a subida foi de 9% nos países avançados desse grupo de nações industrializadas e emergentes.

Apesar dos números no Brasil, no campo da desigualdade porém um relatório de 2018 mostra que entre 2016 e 2017 a redução da desigualdade de renda no Brasil foi interrompida pela primeira vez nos últimos 15 anos – reflexo direto da recente recessão econômica.

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