Novo presidente comanda primeiro evento do ano na Casa de Portugal de Campinas

Agenda de 2020 começou com Festa da Vindima, teve casa cheia e folclore da casa.

Mundo Lusíada

No domingo dia 16 de fevereiro, a Casa de Portugal de Campinas esteve cheia para o primeiro evento do ano e da estreia da nova diretoria, agora comandada por Vagner Vieira.
O novo presidente, juntamente com a esposa Lílian e os filhos, frequentam a entidade há mais de 10 anos. “Começamos aqui no rancho folclórico, viemos para conhecer, dançar e ficamos”, diz Vagner que também participou da gestão anterior, esteve na Diretoria Financeira, enquanto a esposa Lilian Vieira estava na diretoria de Informática.
Neto de portugueses, a avó era da Ilha da Madeira, e seu avô nasceu em Bragança, na aldeia de Sortes, onde Vagner já esteve e se emocionou ao recordar. “Tive o prazer de conhecer a aldeia dele em 2016, foi uma emoção muito grande. Gostaria que eles estivessem aqui, ficariam orgulhosos de verem o neto deles como presidente da Casa de Portugal”.
No primeiro ano de gestão, o novo presidente disse que pretende trazer uma ideia que está sendo desenvolvida em São Carlos, onde a Casa de Portugal recém-fundada pretende ser um “polo regional” dos portugueses para toda região, e se aproximar mais de outras casas portuguesas.
“Cada presidente tem a sua particularidade, cada presidente vem somando e prestigiando a casa a sua maneira. Pensando na entidade, além de manter essa casa porque temos despesas mensais, temos que promover a cultura, temos que atrair os jovens para casa, o apoio social e humanitário, e a integração da sociedade portuguesa, e assim fortalecer as relações Brasil e Portugal”, defendeu.
“Nós temos recursos que Portugal disponibiliza se apresentarmos alguns projetos, para o nosso próprio rancho. Então estamos reunindo o pessoal para agregar mais do que já temos”, diz Vagner citando apoio total ao Rancho Folclórico da casa.
“Casa e rancho não são separados, é uma coisa só. A Diretoria do Rancho faz parte da diretoria da casa, de maneira geral. O que nós vamos fazer nessa gestão é uma possibilidade do rancho poder fomentar a parte financeira deles. O que já temos de concreto são dois patrocinadores exclusivamente para o rancho, vamos dedicar a festa de abril – aniversário do Rancho Folclórico – e todo o lucro da festa vai para o próprio rancho, e mostrando que eles podem buscar benefícios para eles mesmos”, diz o presidente citando que os folcloristas “fazem parte dessa engrenagem”.
O ensaiador do grupo permanece o Luizinho, o qual recebeu um agradecimento pessoal do presidente. “Ele tem nos auxiliado grandemente, é um apaixonado pelo que faz e só podemos agradecê-lo por estar junto conosco”, disse agradecendo a todos os componentes que participam e se doam pelo folclore. Também agradeceu a bailadora Adriana, que depois de um período de afastamento retornou como diretora do grupo. “Estamos no caminho certo e o rancho está unido”.
Uma das tradições da casa é sempre ter o bacalhau assado, e nessa festa não foi diferente. Na mesa da recepção, os convidados que encheram a casa neste domingo provaram bolinhos de bacalhau, queijos, alheira, melão e outros. Além da atração da festa, com uma apresentação bastante aplaudida pelos presentes, a festa da vindima distribuiu uvas a vontade para o público.

Casa mantém ensaiador e prioridade é a cultura portuguesa
Na questão cultural, a casa manteve o ensaiador André Luiz Guedes Santos, conhecidíssimo no meio folclórico apenas por “Luizinho” que continua o trabalho em prol da casa e da cultura portuguesa. Ao Mundo Lusíada ele disse estar animado com as novas possibilidades abertas pela casa.
“Essa diretoria está com propósito de não ficar restrita ao folclore, mas abrir mais, a casa é antiga, vai completar 63 anos e está disposta a divulgar não só o folclore, mas fados, exposições e tudo o que for ligado a Portugal”, disse o ensaiador.
O grupo tem uma nova filosofia, e tem planejamento de uma viagem a curto prazo. “Vamos continuar, tivemos a gestão do Jota Santos que foi maravilhosa, ele mudou muita coisa, a casa se reestruturou, e o Vagner vai dar continuidade a esse trabalho. O grupo está engajado no propósito de ajudar, e vai seguir com as próprias pernas, é algo que conseguimos com muito sacrifício e daqui para frente o grupo não se restringe à casa mas também para fora de Campinas”.
Luizinho ainda comentou que o novo presidente veio do folclore. “Ele era componente e ele ama isso, tudo o que ele fizer será em prol não só da casa mas do grupo também. É uma pessoa que quer que tudo isso siga e não morra. É interessante que sirva de exemplo para outras casas, não só de São Paulo mas do Rio de Janeiro, incluir a juventude para que isso tenha continuidade, e não fique só com as pessoas mais antigas. Porque se não, a tendência é ir acabando”.
Além de ensaiador em Campinas, o sanfoneiro é também ensaiador do Grupo Folclórico Raízes de Portugal (da Associação dos Poveiros de SP), além de auxiliar o Almeida Garret do Rio, o Vila da Feira também do Rio de Janeiro, além do Serões das Aldeias do Rio. “É sempre ajudando, colaborando, porque é difícil fazer com que pessoas entrem e façam parte do folclore português. Se a gente não ajudar as casas coirmãs, fica complicado, folclore precisa muito disso”, concluiu.

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