Marcelo Rebelo de Sousa promete apoio ao trabalho do Conselho da Diáspora Portuguesa

Por Igor Lopes

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu o trabalho dos portugueses residentes no exterior, e também dos que estão de regresso ao País, na promoção da cultura, das tradições e das oportunidades de investimento em solo lusitano. A declaração aconteceu durante o sexto Encontro Anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, no dia 21 de dezembro, no Palácio da Cidadela, em Cascais. O evento contou com a presença dos atuais conselheiros e de autoridades portuguesas.

Durante o encontro foram discutidos pontos como “Potenciar e Projetar o talento português em Portugal” e “Vantagens do contexto: como pode Portugal reforçar a sua competitividade?”, com o objetivo de discutir o papel da diáspora portuguesa “num horizonte de curto e médio prazo ao desenvolvimento do País e posicionamento estratégico no contexto internacional”.

Segundo os responsáveis pelo Conselho, “as empresas portuguesas têm encontrado novos caminhos de competitividade, inovação e talento, mas, por outro lado, têm conseguido atrair investimento externo pelo talento nacional disponível”.

Foram abordados ainda os desafios das empresas em Portugal e sublinhados a implementação de “diversos programas para reduzir os custos de contexto e melhorar a competitividade territorial das empresas instaladas, fruto de programas que têm visado combater a burocracia, modernizar a administração pública, facilitar a vida das pessoas e empresas com processos simples e rápidos, na relação entre Estado e cidadãos”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, o trabalho do Conselho da Diáspora Portuguesa deve ser cada vez mais explicado à população.

“O vosso papel é muito importante porque muitos dos conselheiros que aqui estão vivem permanentemente dentro e fora de Portugal. No País, têm funções primordiais, por isso, é importante que estejam atentos aos desafios e que ajudem Portugal como têm ajudado. Para os que estão fora, o vosso papel é também muito importante. Trata-se de aproveitarmos este momento de investimentos em Portugal, mesmo sabendo que o trabalho do Conselho muitas vezes não é percebido por muitos portugueses, mas não importa. Há que fazê-lo percebido por maiores que sejam os desafios que se nos colocam. Sou em qualquer caso um otimista realista. Portugal virou o cabo das tormentas no momento em que percebeu que o Conselho perdurava para além de chefes de estado. O conselho tem agora lideranças muito fortes e conto convosco para esta tarefa. E, no limite do que eu possa fazer, também contem comigo”, afirmou o presidente.

Por sua vez, Filipe de Botton, presidente da Direção do Conselho, sublinhou o papel dos integrantes do grupo e ressaltou que estão em marcha, neste momento, trabalhos de promoção e atração de oportunidades estrangeiras para Portugal por parte dos conselheiros.

O certame, que ficou marcado também pela posse de novos conselheiros, contou com a presença de Durão Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia e atual presidente da Mesa do Conselho da Assembleia Geral desse órgão da Diáspora, além do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, bem como de outros ministros e diplomatas portugueses.

Aproximar Portugal da sua diáspora

O Conselho é uma associação sem fins lucrativos, constituída em 26 de dezembro de 2012, com o alto Patrocínio do presidente da República, constituído seu Presidente Honorário, e do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros como vice-presidente honorário. Tem como propósito estreitar as relações entre Portugal e a sua diáspora, portugueses e luso-descendentes, residentes fora do País há mais de três anos, para que, através do seu mérito e influência, contribuam para a afirmação universal dos valores e cultura portuguesa, bem como para a elevação e reforço permanente da reputação de Portugal.

O principal instrumento de intervenção do Conselho da Diáspora Portuguesa é a ‘World Portuguese Network’ que envolve um conjunto alargado de portugueses de influência em quatro áreas: Economia, Ciências, Cultura e Cidadania. Em 2017 foi concedido o Estatuto de Utilidade Pública a esse órgão.

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