Grêmio português em Belém é declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Pará

Mundo Lusíada

O Grêmio Literário e Recreativo Português, clube social com 150 anos de história em Belém do Pará, foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Pará. O anúncio foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 19.

A Lei nº 8.687 de 19 de julho de 2018, que declara a agremiação como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará, foi instituída pela Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) e sancionada pelo Governador Simão Jatene.

O presidente do clube Alírio Gonçalves destacou a importância do reconhecimento. “Para o Grêmio e toda família gremista, é mais um motivo de muita alegria receber esse título, através do presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Márcio Miranda, e do Governador Simão Jatene. Esse reconhecimento é muito gratificante e nos enche de orgulho. Mais uma vez o Grêmio está de parabéns nos seus 150 anos. A todos os associados, meu muito obrigado”, comemorou.

PATRIMÔNIO CULTURAL

Segundo a Constituição Federal de 1988, artigo 216, patrimônio é configurado como “as formas de expressão; os modos de criar; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; entre outros”.

O Grêmio Português é diretamente ligado à história, cultura e às manifestações sociais, que enfatizam constantemente a importância que a comunidade portuguesa, e a paraense, tem para a sociedade.

O clube conta com uma sede social e uma sede campestre. Inaugurada em 03 de abril de 1906, à Rua Manoel Barata, 477 na capital belenense, a atual Sede Social do Grêmio é também a administrativa.

Com três pavimentos, o prédio conta com a Sala de Portugal, uma espécie de pinacoteca, com efígies de portugueses ilustres nas letras, ciências, artes e navegação e a Galeria de Sócio Benemérito; o Salão Nobre, funcionando como auditório para reuniões, conferências e celebrações cívicas; e a Biblioteca, o quinto Gabinete de Leitura do Brasil, com um acervo de mais de 36 mil volumes, e uma das coleções mais raras do país, 460 obras que datam dos séculos XVI, XVII, XVIII, tendo como o título mais antigo o livro Phila, editado em 1528.

A Biblioteca foi criada no ato de fundação do Grêmio, 29 de novembro de 1867, que recebeu o nome inicial de Gabinete Português de Leitura. “A formação do acervo inicial fundamentou-se na doação de livros pelos associados, na compra direta em livrarias e vendas particulares e, por fim, através de correspondentes do Grêmio, em Lisboa, que eram autorizados a remeter as melhores obras editadas, principalmente de autores portugueses e brasileiros. O atual acervo da Biblioteca, em variedade de títulos, é bastante significativo pela paridade com grandes bibliotecas nacionais e internacionais, como a British Library, ou bibliotecas de universidades reconhecidas, como as de Yale e Cambridge” conta o presidente.

A Sede Campestre, situada à Rodovia Augusto Montenegro, Tenoné, foi inaugurada em janeiro de 1968. Além do privilégio da sua vegetação – bosques, lago, áreas de mata virgem, igarapé e igapó que é característico da floresta amazônica, o espaço conta com uma diversidade de flora e fauna amazônicas, a presença de macaquinhos, tucanos, garças, mucuras, camaleões, preguiças, passarinhos e outros. A estrutura, no Edifício-Sede, ainda dispõe de Salão de Eventos, restaurante, academia (gratuita para sócios), ambulatório e o espaço de dança; Parque Aquático Infantil, brinquedoteca, e salão de jogos; a Capela de Santo Antônio, para missa e cerimônias religiosas; as Malocas, em torno de toda a Sede, para repouso dos associados; além da Casa de Eventos, para atividades sociais e familiares dos sócios.

No ano passado, o Mundo Lusíada acompanhou as comemorações oficiais dos 150 anos de fundação, que reuniu autoridades do Brasil e Portugal.

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